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Imagem de um teclado de computador sendo usado por uma pessoa, com efeito de luzes em tons de rosa, roxo e azul. No centro da imagem, há um ícone de alerta em formato triangular com um ponto de exclamação, representando aviso ou risco digital, em estilo gráfico moderno com distorções visuais. (ransomware, empresa, cibersegurança, criptografia de dados, violações de dados, ransomware, sensorial, ataques, brasil, resgate)

O uso crescente de inteligência artificial nas empresas brasileiras tem ampliado preocupações relacionadas à segurança da informação e à exposição de dados corporativos. Segundo o Netskope Threat Labs Report: Brazil 2026, 64% das violações de políticas de dados associadas a aplicações de IA generativa no país envolvem informações reguladas ou sensíveis.

O levantamento mostra que ferramentas de IA já estão amplamente disseminadas no ambiente corporativo. De acordo com o relatório, 100% das organizações analisadas — entre a base de clientes da companhia — utilizam aplicações de IA generativa, enquanto o percentual de usuários que acessam esse tipo de tecnologia subiu de 50% para 71% no último ano.

Além das plataformas dedicadas, o uso indireto da tecnologia também cresceu. Segundo a pesquisa, 96% dos usuários acessam aplicações terceiras que incorporam recursos de IA generativa, cenário que aumenta a complexidade do monitoramento e do controle sobre o compartilhamento de dados.

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“A velocidade de adoção da IA nas empresas brasileiras superou a maturidade dos processos de governança e controle sobre os dados. Hoje, o desafio das empresas não é mais decidir se vão usar IA, porque ela já está integrada à rotina corporativa. A prioridade agora é entender quais aplicações estão sendo usadas, quais informações estão sendo compartilhadas e onde existem riscos de exposição de dados sensíveis e propriedade intelectual”, afirma Claudio Bannwart, country manager da Netskope.

Em aplicações pessoais utilizadas no ambiente de trabalho, dados regulados representam 66% das violações registradas. Embora o uso de soluções de IA gerenciadas pelas organizações tenha avançado de 29% para 70%, mais da metade dos usuários ainda utiliza contas ou aplicativos pessoais, mantendo brechas de segurança e governança.

O relatório também aponta mudanças no perfil das ameaças digitais. Plataformas amplamente usadas no ambiente corporativo passaram a ser exploradas para distribuição de malware. No Brasil, GitHub e Microsoft OneDrive impactaram 10% das organizações analisadas, enquanto o Google Drive apareceu em 6% dos casos, dificultando a distinção entre tráfego legítimo e atividades maliciosas.

Entre as aplicações de IA mais bloqueadas pelas empresas estão o DeepSeek (37%), o Tactiq (36%) e o Sider AI (33%). Segundo o estudo, essas ferramentas costumam estar associadas a extensões de navegador, transcrição automática de reuniões e recursos de produtividade, o que pode ampliar riscos relacionados ao processamento de dados confidenciais.

Para Vini Egerland, engenheiro sênior de Pesquisa de Ameaças do Netskope Threat Labs, o avanço acelerado da IA no Brasil tem ocorrido em paralelo ao aumento das preocupações com conformidade e proteção de dados. “O verdadeiro desafio não é se devemos adotar a IA, mas como construir uma governança robusta e controles de DLP que permitam que a produtividade e a inovação avancem sem deixar dados sensíveis expostos.”

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