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Estande da Huawei em um grande evento ou feira de tecnologia, com teto decorado por centenas de luzes em espiral e o logotipo da marca em destaque no centro superior da imagem. O local está lotado de pessoas, indicando grande interesse e movimentação no espaço da empresa. No fundo, é possível ver painéis e telas com informações tecnológicas, incluindo a frase "Accelerate industrial intelligence" (china, eua)

A gigante chinesa Huawei planeja voltar a comercializar celulares no Brasil nas próximas semanas, após seis anos de ausência no segmento de smartphones no país. A empresa, que deixou o mercado nacional de aparelhos móveis em 2019 devido às sanções impostas pelos Estados Unidos, busca competir com marcas como Samsung, Apple e Motorola, utilizando sua vantagem de produzir chips próprios sem depender de terceiros.

Um teaser publicado no perfil oficial da marca no Instagram já sinaliza o retorno, exibindo a traseira de um aparelho que se assemelha ao Mate X6 ou ao Mate XT. Conforme reportado pelo Tecnoblog, a Huawei tem conseguido crescer rapidamente no segmento de Inteligência Artificial, algo reconhecido até mesmo por sua principal concorrente na China, a NVIDIA. O site da empresa também já incluiu a categoria “Telefones”, anteriormente indisponível para o público brasileiro.

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O projeto de reintrodução dos smartphones Huawei está sendo conduzido com alto nível de sigilo, conforme apurado. Desde sua saída do mercado de celulares em 2019, a empresa manteve presença no Brasil apenas com outros produtos eletrônicos, como relógios e, mais recentemente, tablets.

A documentação submetida à Anatel revela que a Huawei está homologando baterias de íon de lítio para dispositivos eletrônicos. A estrutura dessas peças indica que são destinadas a smartphones, etapa fundamental para a comercialização legal no país.

Embora não haja confirmação oficial sobre quais modelos específicos serão lançados no Brasil, a empresa pode trazer tecnologias inovadoras para o mercado nacional.

O retorno da marca ao segmento de celulares no Brasil visa criar mais competição em um mercado atualmente dominado por poucas empresas. Samsung e Motorola lideram nas categorias básica e intermediária, enquanto Apple e Samsung controlam o segmento premium.

A iniciativa da Huawei segue uma tendência de marcas chinesas investindo no Brasil. Empresas como Jovi, Oppo e Realme já iniciaram operações no país, com a Realme inclusive superando a Apple em vendas no primeiro trimestre de 2025.

O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, declarou esta semana que todas as empresas “são bem-vindas” no Brasil. Ele destacou a importância dos projetos de fabricação local em Manaus e São Paulo, que geram empregos e investimentos em pesquisa – requisitos necessários para a obtenção de benefícios fiscais.

Vale destacar que as tensões entre Estados Unidos e China têm beneficiado a Huawei, segundo Bill Dally, cientista-chefe da Nvidia. Em entrevista recente, ele afirmou que as sanções que interrompem a venda de chips de IA da Nvidia criaram um “vácuo” no mercado que a Huawei tem aproveitado. Além disso, a empresa chinesa tem contratado muitos ex-engenheiros da NVIDIA, especialmente pesquisadores chineses que antes desenvolviam programas para a empresa americana e agora trabalham para a Huawei. Dally reconheceu que, embora as tecnologias de IA da Huawei ainda precisem de melhorias, elas já se mostram “bastante confiáveis” para as principais empresas de tecnologia da China.

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