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A Honda realizou com sucesso o lançamento e o pouso de um foguete experimental reutilizável, desenvolvido por sua divisão de pesquisa e desenvolvimento. Foi a primeira vez que a empresa conseguiu pousar um foguete após atingir uma altitude de 890 pés (cerca de 271 metros), segundo comunicado divulgado nesta semana.

O teste ocorreu na cidade de Taiki, no Japão, em uma instalação da própria Honda. A região vem se posicionando como uma “cidade espacial”, resultado de uma colaboração entre o setor público, empresas privadas e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA).

O foguete, com quase 6,5 metros de altura e mais de 1.270 quilos na decolagem, permaneceu no ar por 56,6 segundos, alcançando uma altitude de 890 pés antes de pousar a apenas 37 centímetros do ponto de aterrissagem previsto, utilizando quatro pernas retráteis, as mesmas que sustentaram o veículo na decolagem.

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Honda e a exploração especial

De acordo com o The Verge, a Honda anunciou seus planos para ingressar no setor espacial no fim de 2021. Desde então, tem trabalhado de forma discreta no projeto, utilizando tecnologias desenvolvidas em outras áreas, como sistemas de direção autônoma, para aplicar no desenvolvimento do foguete reutilizável.

Segundo a companhia, a demanda crescente por satélites, que podem beneficiar outros negócios da empresa, foi um dos principais motivos para a criação de seu próprio sistema de lançamento. No entanto, a Honda ainda não definiu como esse projeto será comercializado.

“Embora a pesquisa com foguetes ainda esteja na fase fundamental e nenhuma decisão tenha sido tomada sobre a comercialização dessas tecnologias, a Honda continuará avançando no desenvolvimento, com a meta de alcançar a capacidade tecnológica necessária para realizar um voo suborbital até 2029”, informou a empresa.

Alcançar um voo suborbital, que chega a cerca de 100 km acima do nível do mar, será um marco importante, mas ainda não permite colocar satélites em órbita. Para isso, seria necessário atingir altitudes mais elevadas. A Honda deverá avaliar, até 2029, se vale a pena dar o próximo passo e competir com empresas como SpaceX e Blue Origin, que já operam voos orbitais comerciais.

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