
A Intel está encerrando sua operação voltada à arquitetura automotiva e desligando grande parte dos funcionários da área, como parte de uma ampla reestruturação. A informação foi revelada inicialmente pelo The Oregonian, com base em um memorando interno compartilhado com os colaboradores nesta terça-feira (25). Em seguida, a Intel confirmou o movimento ao TechCrunch.
“Estamos redirecionando nosso foco para os negócios principais de clientes e data centers, para fortalecer nossa oferta de produtos e atender melhor nossos clientes”, informou a empresa em comunicado oficial. “Como parte desse trabalho, decidimos encerrar o negócio automotivo dentro do grupo de computação para clientes.”
Ainda segundo a Intel, será garantida uma transição suave para os parceiros afetados, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre o número de demissões por região ou unidade de negócio.
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Após bilhões investidos em mobilidade, Intel deixa veículos em segundo plano
Embora não fosse uma de suas áreas mais rentáveis, a divisão automotiva da Intel teve papel ativo no avanço de tecnologias para veículos autônomos e conectados, incluindo o conceito de carros definidos por software.
Segundo o TechCrunch, desde 2015 a empresa vinha investindo fortemente no setor, com destaque para a aquisição da Mobileye por US$ 15,3 bilhões em 2017, e da Moovit em 2020, por US$ 900 milhões. A Mobileye foi posteriormente desmembrada como empresa de capital aberto, com a Intel mantendo participação relevante.
Mesmo com os investimentos, a sustentabilidade da unidade vinha sendo questionada. No CES 2025, a Intel apresentou sistemas de IA embarcada e chips projetados para veículos, com produção prevista para o fim do ano. No entanto, em abril, durante o Salão de Xangai, o novo CEO, Lip-Bu Tan, já alertava para cortes iminentes, diante da queda nas vendas e das perspectivas desfavoráveis.
O fim da unidade automotiva se soma a outras medidas de contenção. A companhia já havia anunciado que pretende cortar entre 15% e 20% da equipe da Intel Foundry, divisão responsável por fabricar chips para clientes externos, a partir de julho.
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