
A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (17) o lançamento do ChatGPT agent, agente de uso geral integrado ao ChatGPT que promete revolucionar a forma como usuários interagem com a inteligência artificial (IA). Em vez de apenas responder perguntas, o ChatGPT agora age por conta própria, acessando e-mails, navegando por sites, rodando códigos e organizando agendas.
Disponível para assinantes dos planos Pro, Plus e Team, o novo recurso pode ser ativado no menu suspenso do ChatGPT, na opção “agent mode”. A proposta é transformar o chatbot em um verdadeiro assistente digital, capaz de realizar tarefas completas com base em comandos simples de linguagem natural.
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De operador de cliques a planejador de café da manhã japonês
O ChatGPT agent reúne capacidades de outras ferramentas já experimentadas pela OpenAI, como o Operator, que simula interações com páginas da web, e o Deep Research, que condensa informações de dezenas de sites em relatórios objetivos. Agora, essas funcionalidades estão unificadas em um único agente mais robusto, com acesso a ferramentas externas como Gmail, GitHub e terminais de código, além da capacidade de utilizar APIs.
Entre os exemplos de uso sugeridos pela OpenAI estão pplanejar e comprar os ingredientes para preparar um café da manhã japonês para quatro pessoas; analisar três concorrentes e montar um slide deck estratégico; agendar compromissos cruzando dados do calendário com e-mails; e executar código via terminal e gerar apresentações editáveis.
Embora empresas como OpenAI, Google e Perplexity venham testando agentes nos últimos anos, poucos conseguiram cumprir as promessas mais ambiciosas desses sistemas.
Ainda assim, a OpenAI afirma que este é seu agente mais capaz até agora, com desempenho superior aos modelos anteriores em benchmarks desafiadores como o Humanity’s Last Exam, no qual alcançou 41,6% (contra 20% das versões o3 e o4-mini), e o FrontierMath, com 27,4% (superando os 6,3% anteriores).
Segurança em foco
Por lidar com tarefas mais complexas e autônomas, o ChatGPT agent foi classificado como de alta capacidade em domínios biológicos e químicos segundo o Preparedness Framework da própria OpenAI — o que significa que ele pode amplificar riscos caso seja usado por agentes mal-intencionados.
Para mitigar esses riscos, a empresa implementou um monitoramento em tempo real de cada prompt inserido; um classificador que identifica se o conteúdo tem relação com biologia e, em caso afirmativo, aciona um segundo filtro; e a desativação do recurso de memória no ChatGPT agent (para evitar ataques de prompt injection e vazamento de dados sensíveis).
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