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Pedro Prates, diretor do Itaú Emps, e Carlos Eduardo Mazzei, diretor de tecnologia, posam para fotos lado a lado em montagem; Pedro está à esquerda, vestindo camiseta preta e sorrindo em frente a um fundo claro, enquanto Carlos aparece à direita, vestindo camisa social azul-clara e sorrindo levemente diante de um fundo azul.

O Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira (21) o lançamento do Itaú Emps, um novo banco digital voltado para pequenos empreendedores brasileiros. O produto surge como uma estratégia alternativa ao Itaú Empresas, mas com foco em negócios com faturamento anual entre R$ 200 mil e R$ 3 milhões.

No lançamento, o Itaú Emps íntegra serviços bancários como conta corrente, Pix ilimitado gratuito, pagamento de boletos e tributos, além de integração com a adquirente do próprio banco (Laranjinha) e linhas de crédito. A oferta contempla, inicialmente, empresas de sócio único.

Sua proposta, no entanto, vai além de soluções financeiras. O banco também fornece soluções de gestão empresarial para clientes, incluindo recursos como análise de fluxo de caixa, precificação, comparação de desempenho de vendas e avaliação de custos direto pelo app. Para isso, apostará em soluções de IA generativa para simplificar o dia a dia de empreendedores.

“Não queremos usar a IA generativa pelo hype, mas para resolver a maior necessidade do cliente que é a falta de tempo. Ela está ao lado do ‘eupreendedor’ para ser um assessor do dia a dia”, pontuou Pedro Prates, diretor do Itaú Emps.

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O Itaú Emps teve seu MVP desenvolvido em seis meses pelo Itaú e já vem sendo testado em versão beta desde o final de 2024. No centro da estratégia está a plataforma Itaú Inteligência, sistema proprietário de dados, governança e segurança de IA, desenvolvido pelo banco nos últimos anos para sustentar sua jornada em inteligência artificial. Atualmente, são mais de 500 iniciativas envolvendo IA generativa, das quais mais de 100 já estão em operação.

Na prática, a IA dentro do Itaú Emps substituirá funções tradicionalmente exercidas por um gerente humano. A plataforma terá atuação contextualizada, com base nas informações dos clientes e em dados históricos do Itaú, e deve fornecer análises, previsões e recomendações relacionadas a finanças e administração.  A plataforma também permite exportar informações para outros sistemas de gestão.

A proposta é que o sistema funcione como um “consultor digital” disponível 24 horas por dia. No futuro, recursos agênticos estão previstos para expandir as capacidades da plataforma com mais autonomia e complexidade de ação. “Cada vez mais ele vai passar a ser transacional para auxiliar o cliente de uma maneira mais autônoma – ainda que com a confirmação do cliente no meio”, disse Carlos Eduardo Mazzei, diretor de tecnologia do Itaú Unibanco.

Para o diretor do Itaú Emps, a intenção é que o banco digital também funcione como um “laboratório de inovação” para a instituição como um todo, permitindo que aprendizados e soluções sejam transferidos para o restante do ecossistema Itaú Empresas. “No Itaú Emps a gente pode ir bastante rápido. Com o tempo, todo o cliente do Itaú Empresas também vai ter os casos de uso está desenvolvendo com o Itaú Inteligência no Emps”, explicou Prates.

O novo banco digital já está disponível para abertura de conta via aplicativo nas lojas da Apple e Google. A expectativa é que, até o final do ano, companhias com múltiplos sócios também sejam atendidas, e que os microempreendedores individuais (MEIs) passem a ter acesso à solução a partir de 2026.

Tecnologia é desafio para pequenos empreendedores

A iniciativa busca atender empreendedores que enfrentam desafios operacionais e administrativos, com soluções desenhadas para contextos de alta demanda e estrutura reduzida. Dados do Global Entrepreneurship Monitor Brasil, do Sebrae, indicam que 33,4% da população adulta do País esteve envolvida em algum tipo de negócio em 2024.

A participação desse segmento na economia nacional também registra crescimento. Somente neste ano, mais de 2,2 milhões de empresas foram abertas. Pequenas e médias companhias — excluindo aquelas registradas como MEI – somam mais de 10,6 milhões. Elas respondem por 72% dos empregos gerados e por mais de um quarto do PIB nacional.

Uma pesquisa conduzida pela Quest, encomendada pelo Itaú, revela que a tecnologia ainda representa um dos principais entraves para o setor. Entre os 600 empreendedores ouvidos, apenas 28% utilizam softwares de gestão para controlar seus negócios. Outros 23% recorrem a planilhas de Excel, enquanto 16% fazem esse controle manualmente, por meio de cadernetas.

A falta de tempo também é uma dor crítica para esse público. Dados apresentados pelo banco mostram que 96% dos pequenos empresários acumulam múltiplas funções em suas empresas, e 15% afirmam necessitar de orientação em gestão financeira.

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