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Patricia Matheus, head de Vendas da Provenir. Foto: Divulgação

A Provenir, empresa global de tecnologia especializada em soluções para tomada de decisão em crédito, está em plena fase de consolidação na América Latina e traça planos ousados para o Brasil. “Nosso objetivo é dobrar o faturamento este ano e avançar para o segmento financeiro tier 1”, afirma Patricia Matheus, head de Vendas da empresa no país.

Com 20 anos de atuação e sede em New Jersey (EUA), a Provenir sempre operou de forma independente – é uma empresa de capital fechado e comandada por seu fundador –, o que, segundo Patricia, permitiu a manutenção de uma visão de longo prazo. A chegada à América Latina começou há três anos e resultou em 25 clientes na região, sendo sete no Brasil.

Mais do que um motor de decisão para análise de crédito, a Provenir se apresenta como uma plataforma que conecta e retroalimenta dados de forma contínua, garantindo uma visão 360° do cliente, de acordo com a executiva. “A tecnologia acompanha a jornada completa do cliente, desde o onboarding até possíveis casos de inadimplência, oferecendo às empresas autonomia para criar e ajustar suas próprias estratégias”, explica.

Segundo a executiva, o diferencial da companhia é permitir que a área de negócios tenha mais autonomia, sem depender excessivamente da TI. A plataforma é low-code, de fácil integração com sistemas internos e capaz de ser implementada em poucas semanas. Além disso, se conecta a mais de 150 fontes de dados globais, incluindo informações alternativas de consumo, telecomunicações e comportamento digital.

Um dos casos de maior impacto citado pela executiva está em clientes que atuam com o público C, D e E. A plataforma permite analisar dados além dos tradicionais, viabilizando a concessão gradual de crédito para perfis tradicionalmente excluídos do sistema financeiro. Essa abordagem, segundo Patricia, não apenas reduz riscos, mas também cria relacionamentos de longo prazo com o consumidor.

Mercado consolidado com sistemas legados

A estratégia da Provenir no Brasil mira um mercado altamente consolidado, em que muitas instituições financeiras e empresas de telecom ainda operam com tecnologias consideradas obsoletas. “Temos trabalhado para mostrar que a modernização não é apenas um ganho operacional, mas uma disrupção necessária”, diz Patricia.

Essa visão analítica tem sido reforçada com cases e métricas concretas. Um dos clientes, por exemplo, reduziu o tempo médio de decisão de crédito de 1 minuto e meio para apenas 45 segundos. “Isso significa mais negócios, mais eficiência e uma experiência muito melhor para o cliente final”, completa a executiva.

Trajetória na tecnologia e compromisso com diversidade

Engenheira de telecomunicações por formação, Patricia construiu a carreira em empresas como SAS e Informática, sempre em áreas ligadas a tecnologia e gestão de times globais. Hoje, além do desafio de escalar a Provenir no Brasil, ela quer contribuir para ampliar a participação feminina no setor.

“Quero trocar experiências e ajudar meninas a enxergarem a tecnologia como uma carreira possível. Eu mesma comecei em 2013 e vi de perto como o mercado evoluiu, mas ainda há um longo caminho a percorrer em diversidade”, conclui.

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