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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em destaque. Ele está usando um terno azul escuro, camisa branca e gravata vermelha, com uma expressão séria e olhar fixo. Ao fundo, há um padrão desfocado em EUA vermelho, branco e azul, remetendo às cores da bandeira americana. A imagem transmite formalidade e autoridade (ordem executiva, ações, apple, tarifas)

As tensões comerciais entre Estados Unidos e China voltaram a pesar no caixa da Apple. Durante a apresentação dos resultados do terceiro trimestre fiscal de 2025, o CEO da Apple, Tim Cook, revelou que a companhia já gastou cerca de US$ 800 milhões em tarifas entre abril e junho e estima que esse valor pode chegar a US$ 1,1 bilhão no trimestre seguinte, encerrado em setembro.

Grande parte desse impacto vem das tarifas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), aplicadas no início do ano contra produtos originários da China. Embora a Apple tenha diversificado sua cadeia produtiva, com fabricação de iPhones concentrada na Índia e a de Macs, iPads e Apple Watches no Vietnã, as medidas do governo Trump atingem boa parte do portfólio da empresa.

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Mesmo com parte relevante da produção já fora da China, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça impor tarifas ainda mais altas caso a Apple não transfira uma fatia significativa de sua manufatura para os Estados Unidos.

A pressão se intensifica à medida que a política industrial norte-americana busca reduzir a dependência de países asiáticos, especialmente em setores estratégicos como tecnologia. Tim Cook respondeu com cautela ao tema: “Muitos fatores podem mudar, incluindo as taxas tarifárias”.

Apple cresce mesmo sob pressão

Apesar dos custos adicionais, a Apple segue em crescimento. A receita no trimestre subiu 10%, alcançando US$ 94 bilhões, puxada pelas vendas robustas de iPhones e Macs. O resultado mostra que, por ora, a companhia consegue amortecer parte dos impactos tarifários e sustentar sua operação com margens saudáveis.

Contudo, os encargos bilionários representam um desafio crescente, sobretudo num cenário de reconfiguração global da cadeia de suprimentos e de crescente competição com fabricantes que operam fora do radar tarifário norte-americano.

Para investidores, consumidores e concorrentes, o movimento da Apple servirá de termômetro para entender até que ponto as gigantes de tecnologia estão dispostas (ou pressionadas) a redimensionar seus modelos globais de produção em nome de estabilidade política e financeira.

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