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A terceira imagem mostra uma pessoa fazendo uma apresentação. Ela está vestindo uma camisa amarela, segurando um dispositivo em uma das mãos e gesticulando com a outra. Ao fundo, há uma tela grande exibindo texto, embora o conteúdo não esteja totalmente legível. (ManageEngine)

Quando veio ao Brasil no ano passado, Rajesh Ganesan, presidente da ManageEngine, afirmou que o país era estratégico no crescimento da companhia e na meta de alcançar US$ 1 bi de receita global. Desde então, os planos parecem estar indo de acordo com o esperado. Durante o evento anual da empresa no país, o User Conference, o executivo afirmou que deve alcançar à meta no ano que vem.

Só no Brasil, a organização cresceu 36% no último ano e, até o ano que vem, Ganesan quer dobrar o tamanho da equipe no país. O escritório local, aberto em 2023, atualmente conta com 17 funcionários. Os planos para a expansão estão conectados com a necessidade de tropicalização das soluções, já que a empresa planeja seguir com a parte de pesquisa e desenvolvimento em sua matriz na Índia.

“Temos uma preocupação de que os nossos produtos tenham uma aparência e um funcionamento muito autênticos, o que significa que eles devem ser localizados para oferecer suporte ao português do Brasil”, afirmou Ganesan, em entrevista ao IT Forum.

Quanto ao perfil de clientes, o executivo não se mostra interessado em nichos. Com uma operação voltada para o gerenciamento de cibersegurança, a ManageEngine busca atender desde o pequeno empreendedor até as grandes empresas dos setores farmacêutico, alimentício, entre outros. Recentemente, a organização anunciou a expansão de sua parceria com a JBS Foods, empresa de alimentos premium, para padronizar a gestão de sua infraestrutura global de tecnologia.

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A parceria, que começou no Brasil, se estendeu para as unidades da JBS nos Estados Unidos, Austrália, México e Europa, abrangendo mais de 25.000 endpoints e 70.000 usuários. Com um endpoint central, a empresa substituiu diversas ferramentas de gerenciamento e segurança oferecidas por oito fornecedores diferentes.

A mudança possibilitou uma conformidade de aplicativos de terceiros e maior visibilidade e acesso a dispositivos fora da rede. O resultado foi uma resposta 90% mais rápida às vulnerabilidades de software da companhia.

Ao falar de suas soluções globalizadas, Ganesan afirma que, apesar dos novos desafios enfrentados com a chegada da inteligência artificial (IA), o modo de pensar dos grupos de ataque é parecido, facilitando a criação de produtos para proteção das empresas. “É por isso que temos uma perspectiva global, uma visão holística sobre segurança cibernética. Não é diferente na Índia, no Brasil, ou nos EUA. Os invasores são os mesmos, é um grande cartel.”

Para Kishore Kumaar, country manager da ManageEngine no país, mais importante do que as soluções em si, combater os crimes cibernéticos tem sido uma questão de auxiliar os clientes a sua educarem. “Se você analisar bem esses ataques, eles provavelmente se resumem a um usuário com privilégios elevados”, comentou, em relação aos recentes ataques sofridos pelo Pix.

Entre os planos do country manager, inclusive, está um maior reconhecimento da marca da companhia no setor governamental. Desde que foi nomeado ao posto no país no ano passado, ele tem buscado comparecer a mais eventos com foco em ações governamentais e recentemente anunciou a entrada da ManageEngine da Brasscom. “Agora somos um dos membros e temos colaborado com renomados integradores de sistemas e outras empresas de software para moldar a transformação digital do Brasil.”

Em seu posicionamento no país, a companhia tem se colocado como um facilitador para lidar com regulamentações de privacidade, como a LGPD, e auditorias mensais, trimestrais e anuais, de órgãos como a Anvisa. Mesmo estando oficialmente no Brasil há dois anos, a empresa começou seus negócios aqui em 2005. Para o presidente da organização, Rajesh Ganesan, a experiência foi como um treinamento para atuar em outros países da América Latina.

“Cada país está começando a ter suas próprias leis de proteção de dados localizadas. E o Brasil é como um líder nesse movimento. Vemos que há muito mais regulamentações sobre segurança cibernética neste país do que em outros países, pelo menos na América Latina.”

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