
Mais de oito em cada dez (82%) das empresas brasileiras do setor de tecnologia planejam aumentar equipes nos próximos dois anos – dessas, quase metade (46%) pretende abrir vagas para profissionais juniores, como estagiários, aprendizes e iniciantes. É o que revela um estudo divulgado na quarta-feira (27) pela Brasscom (a associação das empresas do setor) e pela Fundação Telefônica Vivo, e feito pelo Instituto Locomotiva.
Apesar do movimento de expansão do mercado de TIC, há um desafio de contratação de profissionais qualificados.
“O setor de TIC segue como um dos motores da economia digital brasileira, mas enfrenta um descompasso entre a oferta de profissionais e as competências demandadas. Essa pesquisa é essencial para entender as reais necessidades das empresas e orientar políticas públicas, estratégias de educação e programas de empregabilidade”, diz em comunicado Roberta Piozzi, diretora de parcerias e projetos de educação da Brasscom.
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O estudo aponta ainda que conhecimentos técnicos específicos como computação em nuvem, cibersegurança, inteligência artificial, formação técnica em tecnologia e proficiência em inglês são apontados como os mais valorizados e, ao mesmo tempo, os mais difíceis de serem encontrados entre candidatos mais jovens. E conclui que investir na formação deles é essencial tanto para suprir a demanda crescente quanto para impulsionar a inclusão.
“Os dados da pesquisa reforçam a importância da formação técnica de jovens como uma alternativa de acelerar sua entrada no mercado, já que saem da escola com uma especialidade adicional”, diz Lia Glaz, diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo. “Para garantir que mais jovens realmente cheguem no mercado mais preparados é essencial que isso faça parte da política pública de educação (…).”
O estudo completo pode ser baixado gratuitamente no site da Brasscom.
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