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Imagem em close-up de mãos digitando em um teclado retroiluminado com luz azul. As teclas estão iluminadas e os dedos estão posicionados sobre diferentes teclas. (Anthropic)

A Anthropic divulgou um relatório de inteligência que coloca em evidência um novo tipo de ataque digital: o chamado vibe-hacking, prática em que criminosos utilizam agentes de IA para manipular e extorquir organizações. O conceito destaca justamente a capacidade dessas ferramentas de moldar mensagens para influenciar pessoas e aumentar a efetividade de ataques de engenharia social e extorsão digital.

Segundo a empresa, sistemas como o Claude, seu agente de código, vêm sendo explorados em operações que antes exigiriam equipes inteiras de hackers, mas que agora podem ser realizadas por indivíduos isolados com o apoio da tecnologia.

Leia mais: Subindo a régua: a IA exige mais de quem a usa, ou expõe quem finge saber

Segundo o The Verge, um dos casos descritos pela Anthropic envolveu um grupo cibernético que conseguiu atacar 17 organizações em apenas um mês, incluindo hospitais, serviços de emergência, instituições religiosas e órgãos governamentais.

Uso do Claude para vibe hacking

O Claude foi usado para executar o processo de ponta a ponta: desde a elaboração de demandas de extorsão com linguagem psicologicamente direcionada até a avaliação do valor de dados sensíveis, como registros de saúde, informações financeiras e credenciais governamentais, no mercado clandestino. As exigências de resgate ultrapassaram US$ 500 mil.

De acordo com Jacob Klein, líder da Equipe de Inteligência de Ameaças da Anthropic, e com informações com The Verge, este é “o uso mais sofisticado de agentes para fins ofensivos” já identificado. O relatório ressalta que, nesses ataques, a IA atua tanto como consultora técnica quanto como operadora ativa, tornando viáveis ofensivas que seriam demoradas e complexas de executar manualmente.

Outro episódio investigado pela empresa mostra que trabalhadores norte-coreanos utilizaram o Claude para fraudar processos seletivos em grandes corporações dos Estados Unidos, incluindo companhias listadas na Fortune 500. O agente auxiliou na produção de respostas e materiais que facilitaram a contratação indevida.

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