
O CEO da Tesla, Elon Musk, voltou a destacar o robô humanoide Optimus como a peça central do futuro da companhia. Em publicação na rede X nesta segunda-feira (2), o executivo afirmou que cerca de 80% do valor da empresa virá dessa linha de robôs, ainda em fase de desenvolvimento.
Segundo a CNBC, a aposta em robótica ganha força em um momento delicado para a Tesla, que enfrenta uma queda prolongada nas vendas de veículos elétricos, pressionada por concorrentes chineses de baixo custo, pela falta de novos modelos e pelo impacto das declarações políticas do próprio Musk, cada vez mais associadas ao governo Trump.
O projeto Optimus foi apresentado como um robô bípedo inteligente capaz de realizar desde tarefas industriais até serviços domésticos, como cuidar de crianças. Em meados de 2024, Musk chegou a projetar que o produto poderia transformar a Tesla em uma companhia avaliada em US$ 25 trilhões, valor equivalente a mais da metade do índice S&P 500 naquele período.
Apesar do entusiasmo, a empresa ainda está atrás de rivais em mercados estratégicos. No segmento de robotáxis, por exemplo, a Tesla iniciou testes apenas em Austin (Texas) e San Francisco, enquanto concorrentes como Waymo (Alphabet) e Apollo Go (Baidu) já operam em várias cidades e acumulam milhões de corridas pagas.
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Produção em escala e concorrência global
Musk afirmou em março que a meta é fabricar cerca de 5.000 unidades do Optimus ainda este ano. No relatório do primeiro trimestre, a Tesla indicou que já estava preparando linhas de montagem piloto em Fremont (Califórnia), com planos de ampliar o uso dos robôs em suas fábricas.
Entretanto, a área sofreu um revés com a saída de Milan Kovac, vice-presidente responsável pelo programa de robótica, que deixou a empresa em junho após nove anos de atuação.
Enquanto isso, o campo da robótica humanoide se torna cada vez mais competitivo, com avanços de empresas chinesas como Unitree, vencedora de prêmios internacionais, e de players globais como Boston Dynamics, Agility Robotics, Apptronik, 1X e Figure.
Tesla mira inteligência artificial como trunfo
Durante teleconferência com analistas em julho, Musk reforçou que a empresa é “a melhor do mundo em IA aplicada ao mundo real”, e que isso será decisivo para consolidar o Optimus e os futuros robotáxis.
Com a pressão do mercado automotivo e a ascensão da concorrência em IA e robótica, Musk tenta convencer investidores de que o próximo salto de valor da Tesla não virá dos carros, mas da revolução dos robôs humanoides.
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