
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarca no Reino Unido nesta quarta-feira (16) para uma visita de Estado marcada por anúncios estratégicos em áreas de tecnologia e energia nuclear. Será a segunda visita oficial de Trump ao país em menos de dois meses, em um momento em que Londres busca estreitar laços comerciais, energéticos e de defesa com Washington.
De acordo com a Reuters, durante a visita, que se estende até o dia 18, Trump e a primeira-dama Melania participarão de um banquete de Estado, desfile aéreo militar e passeio de carruagem com a família real britânica. O governo de Keir Starmer aposta nesse aparato de “soft power” para reforçar o peso simbólico da parceria, enquanto negocia pontos pendentes do acordo comercial, em especial tarifas para aço e alumínio.
Segundo porta-voz de Starmer, os dois países vão assinar um “acordo de tecnologia líder mundial” e anunciar investimentos multibilionários em projetos de energia nuclear civil. Parte dessas iniciativas deverá abastecer novos centros de dados voltados para inteligência artificial.
Nomes de peso do setor privado também devem aproveitar a visita para formalizar aportes no Reino Unido. PayPal, Bank of America, Nvidia e OpenAI são esperados entre os investidores. A CoreWeave, provedora de computação em nuvem dos EUA, confirmou que anunciará planos no país. Já a Blackstone deve comprometer 100 bilhões de libras em ativos britânicos na próxima década, dentro de um pacote maior de investimentos na Europa.
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Tarifas, defesa e relação bilateral
O governo britânico busca concluir o capítulo das tarifas reduzidas para aço e alumínio, parte de um acordo mais amplo já fechado em junho sobre automóveis. “Quando se trata de aço, teremos um anúncio o quanto antes”, afirmou o ministro britânico de Negócios, Peter Kyle, à BBC.
Apesar de perfis distintos — Starmer, tecnocrata trabalhista, e Trump, líder republicano de discurso imprevisível — os dois cultivam boa relação. O premiê britânico foi o primeiro a assinar um acordo econômico com Trump desde sua volta ao poder, selando a redução de tarifas globais.
A visita acontece em meio a turbulências políticas internas. Na semana anterior, Starmer demitiu Peter Mandelson, embaixador britânico nos EUA, após revelações de vínculos com o falecido financista Jeffrey Epstein. O episódio é visto como um constrangimento para o governo, que havia nomeado Mandelson há menos de um ano.
Além dos acordos comerciais e de energia, a viagem também incluirá anúncios sobre cooperação cultural. Estão previstas iniciativas para promover o basquete no Reino Unido e ampliar parcerias entre instituições de arte e patrimônio histórico britânicas e norte-americanas.
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