
“Sejam os melhores naquilo que vocês fazem”, declarou Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, diante de uma plateia composta por líderes e executivos do setor de tecnologia no IT Forum Na Mata, evento com oferecimento Lenovo. A frase, aparentemente simples, carrega o peso de uma trajetória marcada por nove rejeições antes de se tornar o capitão que ergueu a taça da Copa do Mundo de 2002.
Em um ambiente que respira inovação tecnológica, o ex-lateral-direito da Seleção Brasileira trouxe lições atemporais sobre liderança, resiliência e superação que ecoam diretamente nos desafios enfrentados por profissionais do universo corporativo e de tecnologia.
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A resiliência como diferencial competitivo
A história de Cafu é um exemplo de resiliência aplicada. Antes de se tornar o lateral mais respeitado do futebol mundial, ele foi rejeitado nove vezes por diferentes clubes. “Se todas as vezes que eu tivesse deixado o treinador decidir por mim o que eu ia ser, eu jamais seria um jogador de futebol”, relatou durante o evento.
Para o mercado de tecnologia, onde a inovação disruptiva e as constantes mudanças são a norma, essa mentalidade se mostra fundamental. “O que me diferenciava das outras crianças era exatamente o que eu queria. O que vocês querem ser?”, questionou Cafu, provocando a plateia a refletir sobre clareza de propósito – elemento essencial em um setor onde a definição de objetivos pode determinar o sucesso ou fracasso de projetos complexos.
Liderança como elo de conexão
Ao abordar sua experiência como capitão da Seleção Brasileira, Cafu enfatizou o papel do líder como conector. “Ser um elo, extrair o melhor de quem está do lado, todos com um único objetivo”, explicou. Em equipes de tecnologia, onde profissionais altamente especializados precisam colaborar em projetos multidisciplinares, essa visão de liderança colaborativa se mostra essencial.
“A pessoa que está ao seu lado é muito importante para você”, destacou, reforçando a importância das relações interpessoais em um setor frequentemente percebido como puramente técnico.
Uma das frases mais impactantes da apresentação foi: “O medo de perder tira a vontade de ganhar. Não tenham medo de arriscar”. No contexto da inovação tecnológica, onde o fracasso rápido e o aprendizado iterativo são princípios fundamentais, essa mentalidade se alinha perfeitamente com metodologias ágeis e cultura de experimentação.
Para startups e empresas de tecnologia que enfrentam mercados voláteis e concorrência acirrada, a coragem de arriscar pode ser o diferencial entre a estagnação e a liderança de mercado.
Legado além dos resultados
Apesar de seus títulos e conquistas, Cafu destacou que seu principal legado está na Fundação Cafu, que durante 15 anos atendeu 1.500 crianças mensalmente no Jardim Irene. “Nosso objetivo não era formar jogador de futebol, era formar cidadão”, explicou.
A reflexão sobre legado ressoa particularmente no setor de tecnologia, onde empresas e líderes têm o potencial de impactar positivamente a sociedade através de soluções inovadoras. A pergunta que Cafu deixou para a plateia – “Que legado vocês vão deixar?” – desafia executivos a pensarem além de métricas de performance e considerarem o impacto social de suas decisões.
Aplicações práticas para líderes de tecnologia
As lições compartilhadas por Cafu traduzem-se em princípios aplicáveis ao dia a dia de líderes de tecnologia:
Persistência estratégica: transformar rejeições em oportunidades de aprendizado e refinamento de estratégias.
Preparação constante: manter-se atualizado com tendências tecnológicas e desenvolver competências antes que sejam necessárias.
Liderança conectiva: facilitar a colaboração entre equipes técnicas diversas, extraindo o melhor de cada profissional.
Coragem para inovar: aceitar o risco como parte inerente do processo de inovação.
Visão de legado: considerar o impacto de longo prazo das decisões tecnológicas na sociedade.
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