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Braço robótico azul operando em um ambiente industrial altamente tecnológico, com diversas interfaces digitais e gráficos de dados flutuando ao redor, representando automação, inteligência artificial e integração com sistemas digitais em uma fábrica inteligente (futuro, industria, ia autônoma, edge )

Em 2024, absolutamente todas as 10.167 empresas brasileiras com 100 ou mais pessoas empresas entre as chamadas indústrias extrativas e de transformação utilizaram algum tipo de informação digital em suas atividades. E a imensa maioria – 89,1% – utilizaram pelo menos uma tecnologia considerada avançada, ou seja, big data, computação em nuvem, inteligência artificial, internet das coisas (IoT), manufatura aditiva ou robótica.

Os dados fazem parte da edição mais recente da Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec Semestral) para a primeira metade de 2024. O estudo é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Parte dos dados foi divulgada nessa quarta-feira (24).

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São considerados, entre outros fatores, aspectos de inovação das empresas, assim como dificuldades e obstáculos, investimentos em pesquisa e desenvolvimento e apoio público à inovação.

O aumento da eficiência (90,3%) e maior flexibilidade em processos administrativos, produtivos e organizacionais (89,5%) são os benefícios mais apontados pelas empresas pesquisadas.

Tecnologias disruptivas

Com relação especificamente à IA, 41,9% das empresas investigadas utilizaram a tecnologia, o que significa a tendência analisada no período que mais cresceu (25 pontos percentuais adicionais frente aos 16,9% de 2022). As áreas que mais fizeram uso da IA foram a administrativa (87,9%), comercialização (75,2%) e desenvolvimento de projetos de produtos, processos e serviços (73,1%).

Em 2024, 27,8% das empresas investigadas utilizaram big data, alta de 4,4 pontos percentuais ante 2022 (quando eram 23,4%). A computação em nuvem apareceu em 77,2% das empresas, alta de 3,6 pontos percentuais. A manufatura aditiva (mais conhecida como impressão 3D) foi utilizada por uma em cada cinco (20,3%) das empresas investigadas, e a robótica por 30,5%.

Os dados do estudo estão disponíveis no site do IBGE.

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