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Homem de terno interagindo com uma tela digital que exibe ícones relacionados a impostos, como "TAX", "TAX REFUND" (restituição de imposto), carrinho de compras, cofre e calendário fiscal. A imagem remete ao conceito de reforma tributária e digitalização dos processos fiscais, com fundo azul e elementos gráficos que simulam conectividade global (tecnologia, Brasil)

O mercado corporativo vive um ponto de inflexão com a reforma tributária. A Thomson Reuters, empresa global de conteúdo e tecnologia, divulgou o estudo “Reforma Tributária do Brasil 2025: Como profissionais corporativos estão aderindo às mudanças práticas”, em um momento em que a reforma começa a sair do papel e a impactar efetivamente as operações empresariais. O resultado mostra que 35% das empresas já avançaram na adaptação ao novo modelo tributário, enquanto 63% ainda permanecem nos estágios iniciais.

A pesquisa evidencia que a tecnologia e o apoio de parceiros especializados estão se tornando fatores determinantes para quem quer não apenas cumprir a nova lei, mas transformar a reforma em oportunidade competitiva.

De acordo com o levantamento, 69% dos profissionais tributários corporativos esperam efeitos significativos da reforma em suas empresas nos próximos cinco anos. O levantamento mostra ainda uma divisão clara de maturidade: 35% das companhias já estão em fase de adaptação, enquanto 63% permanecem nos estágios iniciais de planejamento.

O estudo mostra que a tecnologia é o eixo central da adaptação. A introdução dos novos tributos – IBS, CBS e IS – exige revisão completa dos sistemas fiscais. Para 66% dos entrevistados, ajustar documentos fiscais eletrônicos é um desafio “relevante, porém difícil”. Atualizações de sistemas e automação tributária tornaram-se as principais atividades preparatórias em curso.

“Entre 2024 e 2025, as empresas aceleraram sua preparação para a reforma e estão proativamente transformando um desafio regulatório em oportunidade competitiva. Aquelas que investem em tecnologia e desenvolvimento de talento hoje estão mirando antecipar riscos e, principalmente, obter vantagens competitivas para prosperar no novo ambiente tributário”, afirma Luciano Idésio, vice-presidente do segmento de Corporações da Thomson Reuters para a América Latina.

Outros resultados

Mais de 27% das empresas estão contratando consultores externos especializados para avaliar impactos nos preços e mais da metade já trabalha com parceiros para adequar contratos e processos às novas demandas regulatórias. Essa colaboração entre expertise interna e externa está se consolidando como vantagem competitiva.

Com 69% dos executivos projetando efeitos da reforma nos próximos cinco anos, cresce a pressão por soluções tecnológicas robustas. As empresas que já partiram para implementação ativa (35%) estão definindo a nova fronteira de gestão de risco e eficiência operacional.

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Cerca de 46% do impacto esperado está ligado à gestão de créditos tributários e incentivos, especialmente diante da migração para o regime de caixa. Sistemas inteligentes de gestão tributária têm se mostrado ferramentas estratégicas para finanças e competitividade, indo além do compliance.

Empresas que apostam em automação e parceiros especializados percebem redução de complexidade e simplificação de obrigações acessórias, representando 41% do impacto positivo esperado. A tecnologia entrega clareza operacional e eficiência, traduzindo-se em resultados de negócio tangíveis.

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