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Nicolas Andrade, Diretor de Políticas Públicas e Parcerias para América Latina da OpenAI, durante apresentação no DevDay São Paulo
Nicolas Andrade, Diretor de Políticas Públicas e Parcerias para América Latina da OpenAI, durante apresentação no DevDay São Paulo (Imagem: Divulgação)

Desde que o ChatGPT se tornou um fenômeno global em 2023, a OpenAI foi impulsionada a acelerar sua presença internacional. Após abrir seu primeiro escritório fora dos Estados Unidos em Londres, em junho de 2023, a companhia de Sam Altman agora volta seus olhos para a América Latina.

Durante a primeira edição do DevDay em São Paulo, realizada na última quinta-feira (16), a empresa reforçou sua chegada oficial ao Brasil — que abrigará o primeiro escritório da OpenAI na região. O movimento, que já havia sido antecipado pela imprensa em agosto, reflete a importância do país para a companhia, uma vez que, segundo a própria OpenAI, o Brasil é atualmente o terceiro mercado que mais utiliza o ChatGPT no mundo. Com a inauguração do escritório brasileiro prevista para acontecer até o fim do ano, surge a pergunta: o que representa, na prática, a chegada da OpenAI ao país?

Em entrevista ao Startups, Nicolas Andrade, diretor de Políticas Públicas e Parcerias para América Latina da OpenAI, explicou que o novo escritório terá múltiplas funções e vai muito além de uma presença formal no país. Segundo ele, a intenção é que o espaço sirva como um ponto de escuta e colaboração, fortalecendo a comunidade local. “A nossa prioridade é entender como os desenvolvedores brasileiros estão usando a API, como podemos gerar novas soluções ou ferramentas que ajudem eles”, disse.

Por outro lado, Tony Silva, diretor de Contas–Startups da OpenAI, destacou um desafio importante para o mercado brasileiro: aprender a usar e aplicar a tecnologia por meio da API da companhia.

Segundo ele, enquanto o ChatGPT já é amplamente utilizado como um aplicativo do dia a dia, a verdadeira oportunidade para o país está em explorar o potencial do API, que permite desenvolver novas soluções e integrar inteligência artificial diretamente em produtos e serviços. “Se você sabe usar o API, consegue criar formas diferentes de resolver problemas”, destacou.

Questionado sobre planos de capacitação no Brasil, como treinamentos em inteligência artificial e parcerias com universidades, Tony explicou que a prioridade no momento é o novo escritório. O que se espera é que a chegada da equipe local sirva como ponto de partida para futuras iniciativas, oferecendo mais oportunidades e fortalecendo o desenvolvimento do ecossistema de IA no país.

De acordo com Nicolas, a expectativa é de que, a partir de 2026, a OpenAI comece a realizar contratações, principalmente na área comercial. O executivo destacou ainda que, apesar da OpenAI seja uma empresa, sua missão continua alinhada à fundação sem fins lucrativos que a controla: garantir que os benefícios da inteligência artificial sejam acessíveis a todas as pessoas.

“Hoje, temos 50 milhões de brasileiros usando toda semana o nosso modelo e queremos que essa ferramenta fique cada vez melhor para os brasileiros, seja por uma questão de compreender as nuances da nossa cultura ou de falar português cada vez melhor”, aponta.

Questionado sobre possíveis planos da OpenAI fechar parcerias com empresas locais, o executivo preferiu não dar detalhes, limitando-se a dizer, em tom enigmático: “Temos. Está chegando”.

O post O que esperar da chegada da OpenAI ao Brasil? apareceu primeiro em Startups.