
Entre os cerca de 200 executivos de tecnologia de diversos setores ouvidos por um estudo da Qlik, empresa de origem sueca especialista em analytics, 97% dizem já ter comprometido algum orçamento para IA agêntica, com 39% planejando gastar US$ 1 milhão ou mais, e 34% de 10% a 25% do orçamento total com IA. Trata-se de uma linha específica no orçamento, o que significa que as expectativas vão precisar gerar resultados em 2026.
O estudo – chamado AI Agentic Study – foi realizado em agosto desse ano pela Enterprise Technology Research (ETR) em nome da Qlik, e entrevistou mais de 200 tomadores de decisão de tecnologia empresarial em diversos setores. É o terceiro estudo anual sobre IA encomendado pela Qlik à ETR. Entre as principais conclusões, está a de que já há forte comprometimento com os agentes de IA, apesar das “claras lacunas de execução”, dizem os responsáveis pela pesquisa.
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“As empresas não têm falta de ambição ou financiamento. O que falta são as bases de dados e analytics que permitam aos agentes trabalhar em toda a empresa com confiabilidade e controle”, diz em comunicado James Fisher, diretor de estratégia da Qlik. “… invista primeiro em pipelines confiáveis, interoperabilidade e uma estrutura prática de retorno sobre o investimento (ROI) em que sua diretoria acredite.”
Segundo a pesquisa, embora a IA esteja amadurecendo nas empresas, a mensuração de resultados ainda é imatura: 69% dizem ter uma estratégia formal de IA (em comparação com 37% em 2024), mas apenas 19% têm uma estrutura de ROI definida. E somente 18% implementaram totalmente IA agêntica – 46% dizem que escalar levará de três a cinco anos.
“À medida que os gastos passam da experimentação para linhas orçamentárias fixas, as restrições são as clássicas das empresas: qualidade dos dados, integração, governança e talento”, diz Erik Bradley, estrategista-chefe da ETR. “Nossos dados mostram uma intenção ampla, mas apenas uma minoria está pronta para escalar.”
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