
Empresas mais maduras em inteligência artificial obtém mais valor financeiro e não-financeiro com projetos de IA do que a média das demais companhias (90% vs 64%, respectivamente) e tem uma chance muito maior de medir os impactos desses investimentos (95% vs 32%). Elas também finalizam mais seus casos de uso (77% vs 18%). É o que revelam dados da terceira edição de um estudo divulgado essa semana pela Cisco, o AI Readiness Index.
Esse grupo de companhias mais maduras é chamado de “Pacesetters” – jargão emprestado do mundo das corridas de rua e que significa “aquele que dita o ritmo”. Essas empresas, segundo o estudo, superam os concorrentes em todas as métricas de valor de IA. Para o levantamento, foram ouvidos mais de 8 mil líderes em IA em 30 países e 26 setores, inclusive o Brasil.
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Os pacesetters são, segundo a Cisco, uma média de 13% das organizações entrevistadas nos últimos três anos. No Brasil, o índice é superior à média global, com 18% das empresas sendo consideradas “referência”, apesar de uma queda em relação aos 25% reveladas na edição de 2024. Entre esse grupo, 98% estão projetando novas redes para o crescimento, a escala e a complexidade da IA, em comparação com 46% da média geral.
“O estudo de hoje mostra que mais de 80% das empresas no mundo estão priorizando soluções de agentes, com dois terços relatando que esses sistemas já estão atendendo ou superando suas metas de desempenho. As evidências apontam para uma enorme vantagem competitiva: as empresas que estão mais avançadas estão obtendo retornos significativamente maiores do que seus pares”, diz em comunicado Jeetu Patel, presidente e diretor de produtos da Cisco.
Perfil dos pacesetters
Quase todos os que fazem parte desse perfil traçado pela Cisco, ou 99%, adotam um roteiro de IA definido (contra 58% da média geral) e 91% (contra 35%) têm um plano de gestão de mudanças. Em termos de orçamentos, 79% têm a IA como prioridade de investimento (contra 24%) e 96% têm estratégias de financiamento de curto e longo prazo (contra 43%).
Cerca de 71% das empresas referência dizem que suas redes são totalmente flexíveis e podem escalar instantaneamente para qualquer projeto de IA (vs 15% no geral), e 77% estão investindo em nova capacidade de data center nos próximos 12 meses (vs 43%).
Para 62%, suas empresas têm um processo de inovação maduro e repetível para gerar e escalar casos de uso de IA (contra 13% no geral), e três quartos (77%) já finalizaram esses casos (contra 18%).
É possível baixar o índice de preparação para IA da Cisco nesse link.
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