
O Bitcoin aprofundou sua sequência negativa nesta sexta-feira (14), recuando para abaixo de US$ 95 mil e acompanhando a correção que atinge ações de tecnologia sensíveis ao ciclo de investimentos em inteligência artificial. De acordo com dados citados pela CNBC, o ativo chegou a tocar US$ 94.491,22 pela manhã, o menor patamar desde 7 de maio, antes de recuperar parte das perdas.
Mesmo após alcançar mais de US$ 107 mil na terça-feira, o Bitcoin acumula queda de quase 9% na semana. No fim da manhã, era negociado próximo de US$ 97.163, ainda cerca de 1% abaixo do nível anterior.
Leia mais: Comunicação é a competência-chave que definirá o futuro dos CIOs, diz Renata Barcelos
A conexão entre a principal criptomoeda e empresas de tecnologia voltou a ficar evidente. Muitos investidores que participam da alta de big techs — especialmente em ciclos de euforia associados a IA — também alocam capital em criptoativos, criando uma correlação entre os mercados. A reversão das últimas sessões veio na esteira de alertas sobre o ritmo agressivo de gastos das gigantes do Vale do Silício em inteligência artificial.
Yat Siu, cofundador da Animoca Brands, afirmou ao veículo que a diminuição de liquidez no sistema leva investidores a reequilibrar posições, vendendo ativos para cobrir outras necessidades ou reduzir riscos. Segundo ele, trata-se de um movimento mais amplo de retração.
Efeito arrasto atinge ações ligadas ao setor cripto
O Nasdaq Composite recuava cerca de 0,6% no mesmo período, impactado por desvalorizações de Meta, Alphabet, Intel, Nvidia e Tesla, que caíam entre 1% e 2%. O movimento repercutiu também em companhias diretamente ligadas ao universo das criptomoedas.
A Strategy, antiga MicroStrategy, caiu 6%. As exchanges Gemini Space Station e Bullish tiveram quedas ao redor de 2%, enquanto a Coinbase descia 1%. A Bitmine Immersion Technologies, voltada à mineração, também operava em baixa de aproximadamente 3%.
Presença institucional pode alterar ciclos tradicionais
Siu ressaltou que o ciclo atual do Bitcoin difere de padrões anteriores, em grande parte pelo ingresso mais recente de investidores institucionais. Esses agentes não seguem, segundo ele, a lógica quase “religiosa” de parte dos grandes detentores de Bitcoin, que tradicionalmente observam um ciclo de quatro anos marcado por fortes correções.
Ele sugere que o momento pode ser interpretado por instituições como oportunidade de entrada, em vez de gatilho para um movimento prolongado de venda. Essa mudança no perfil dos participantes do mercado pode influenciar a dinâmica de preço nos próximos meses.
Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

