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Dois executivos apertando as mãos em sinal de acordo, representando fusão e aquisição, com uma mulher ao fundo sorrindo (M&A, fusao, aquisicao, negocio, acordo, desafios, telecom, Populos, grupo, semestre, brasil, CEO, Catarin)

Entre o início de 2024 e a primeira semana de novembro de 2025, houve 37 operações de fusão e aquisição (M&A) de empresas em Santa Catarina mapeadas pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate). O movimento, diz a organização, é uma das estratégias usadas para escalar negócios em meio a um “cenário macroeconômico desafiador”, e tem impulsionado crescimento do setor, que hoje responde por 7,75% do PIB do estado.

Esse tipo de operação é estimulado pelo ACATE 1Bi, programa lançado em 2025 pela entidade e que reúne empresas do segmento com faturamento anual acima de R$ 30 milhões. A iniciativa busca estimular o crescimento das participantes para patamares de R$ 100 milhões, R$ 500 milhões e até R$ 1 bilhão.

A maioria das operações foi conduzida pelas companhias de Santa Catarina, totalizando 26 aquisições realizadas por empresas locais. Do outro lado, 11 tiveram como compradores grupos de fora do estado, incluindo players internacionais. A principal transação no período foi a venda da Conta Azul (de Joinville) para a Visma em agosto desse ano por R$ 1,7 bilhão.

“Temos observado um número crescente de empresas usando M&A como ferramenta para escalar com mais agilidade, diversificar soluções ou acelerar presença em novos mercados”, diz em comunicado Everton Gubert, CEO da Agriness e diretor do programa.

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Segundo a Acate, além do desempenho econômico local, o câmbio competitivo e a diferença de juros frente às economias desenvolvidas ampliaram o apetite de fundos internacionais e de empresas estrangeiras por ativos brasileiros, tendência refletida nas aquisições de empresas catarinenses.

“O interesse estrangeiro por empresas locais cresceu, mas também observamos associadas buscando aquisições fora do Estado e até fora do país”, comenta Tulio Duarte, vice-presidente de ecossistema da Acate. “Esse é um sinal de que o ecossistema está pronto para dar saltos maiores.”

A expectativa da associação é que o número de operações de M&A continue elevado nos próximos anos, especialmente entre empresas médias com modelos SaaS, foco em B2B e potencial de internacionalização.

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