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Usina Hidrelétrica de Lajeado, no Tocantins, EDP

A EDP, subsidiária da empresa portuguesa que atua no setor elétrico, anunciou na semana passada o que ela própria chama de Centro de Predição e Performance para Geração Hídrica. Na prática, trata-se de uma estrutura que monitora eventos diários em tempo real em condições normais de operação – segundo a EDP, são cerca de 10 milhões diariamente – para prever e evitar problemas.

O centro foi inaugurado de forma faseada entre agosto e outubro, e recebeu um investimento de cerca de R$ 15 milhões. A solução utiliza tecnologias de digitalização e inteligência artificial para processar mais de 300 mil dados variáveis internos e externos.

A nova estrutura faz parte do Centro de Operação da Geração e Transmissão (COGT) da EDP em São José dos Campos (SP). Atende às usinas hidrelétricas em Lajeado e Peixe Angical, no Tocantins, e São Manoel, entre Mato Grosso e Pará. Segundo as partes envolvidas, ele traz mais “eficiência, confiabilidade e sustentabilidade” para a operação.

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A empresa explica que o sistema cruza dados internos da EDP com externos, incluindo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Agência Nacional de Águas (ANA), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Além do monitoramento em tempo real de ativos, a ideia é que o novo centro permita avaliar a necessidade de manutenções preventivas além daquelas programadas periodicamente. A expectativa é de redução de falhas e custos operacionais, o além de reduzir o tempo de resposta e chegar a decisões operacionais mais precisas.

“O objetivo é otimizar o processo de operação e manutenção das nossas hidrelétricas, tendo uma base maior e mais confiável de dados que permite prever falhas ou problemas, e tornar decisões mais assertivas”, explica em comunicado Icaro Barros, diretor de geração hídrica da EDP na América do Sul.

Inauguração faseada

A entrada em operação foi dividida em três módulos. O primeiro com a análise estatística de falhas para prever problemas operacionais considerando dados históricos. Com o módulo 2, foi adicionada uma camada para que o sistema utilize regras definidas por especialistas, ou seja, com base em conhecimento humano, para analisar de forma automatizada, por meio de inteligência artificial, os dados de operação dos equipamentos.

O módulo 3 emprega inteligência artificial treinada para reconhecer anomalias, padrões de desvios e irregularidades sutis no funcionamento dos equipamentos, que poderiam passar despercebidas.

Os módulos se complementam e atuam em conjunto, explica a EDP, cruzando informações e emitindo alertas sobre a operação e necessidade de intervenção de equipamentos das três usinas hidrelétricas.

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