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Mão humana tocando um ícone digital de carrinho de compras em uma interface futurista, com elementos gráficos e luzes brilhantes. A imagem representa compras online, e-commerce e tecnologia no varejo (compras, procurement, shop, e-commerce, varejo, gartner, nuvemshop, visa, neogrid)

A inteligência artificial também avança sobre o varejo físico. Segundo o CEO e fundador da Riverdata, Claudio Junior, a loja física “pode e deve” ser mensurada como um site, e o uso de IA permite capturar dados com precisão, transformando o ambiente de venda em um “laboratório de comportamento do consumidor”.

No entanto, diz o executivo, o grande diferencial é “integrar tecnologia e gestão”. A seguir, Junior elenca cinco soluções de visão computacional que permitem às operações medir fluxo, permanência e conversão de clientes com “a mesma precisão do e-commerce”.

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A seguir, confira os cinco passos para preparar o varejo para a era dos dados:

  1. Centralizar informações e eliminar vazios operacionais

Unificar dados de entrada, permanência, fluxo e conversão em uma única plataforma é um ponto de partida para evitar análises fragmentadas. Quando cada loja opera com métricas diferentes ou sistemas isolados, a visão global se perde e o varejista toma decisões baseadas em percepção, não em evidência, diz Junior.

A centralização cria um painel único, permitindo identificar padrões entre unidades, comparar desempenhos e detectar rapidamente desvios que antes demoravam semanas para aparecer nos relatórios.

  1. Mapear o comportamento do cliente

Com visão computacional, é possível gerar heatmaps que mostram onde o cliente circula, quais zonas são negligenciadas e quais produtos atraem mais atenção. O varejo tradicional depende de suposições; a IA elimina o “achismo” ao registrar o trajeto real do consumidor, alega o executivo.

Essa análise orienta a disposição de gôndolas, a criação de percursos mais eficientes, a correção de pontos mortos e até a definição de sortimento por comportamento e não apenas por categoria. Segundo Junior, “quando o gestor consegue enxergar o caminho real percorrido pelo consumidor, deixa de operar no escuro e passa a tomar decisões baseadas em fatos, não em intuição”.

  1. Monitorar indicadores-chave de impacto imediato

Tempo de espera, atratividade da vitrine, taxa de conversão por faixa de horário e desempenho por equipe são métricas críticas para a performance da loja. Com a mensuração em tempo real, o gestor pode intervir antes que o problema vire perda.

Se filas crescem acima do limite ideal, por exemplo, o sistema alerta para reposicionamento do time. Se o fluxo aumenta, mas a conversão cai, o problema pode estar no atendimento ou no layout. São decisões que passam a ser tomadas em minutos, não em semanas.

  1. Transformar dados em decisões estruturadas e recorrentes

A recomendação é estabelecer ciclos semanais de revisão dos indicadores, com foco em ajustar sortimento, promoções, escala de vendedores e performance das campanhas. A visão computacional permite medir o impacto dessas mudanças quase instantaneamente.

O varejista deixa de testar estratégias às cegas e passa a operar com experimentação guiada, reduzindo desperdício e elevando a assertividade das ações comerciais. Claudio diz que “uma decisão só amadurece quando se repete. Dados que não entram na agenda de gestão viram apenas relatórios armazenados, não resultados”.

  1. Capacitar equipes para interpretar insights

Vendedores e gestores precisam ser treinados para entender métricas, reagir aos alertas e adaptar a operação com base no comportamento do consumidor. A cultura de dados só se sustenta quando a equipe incorpora o hábito de validar hipóteses com números. Isso eleva a autonomia operacional, reduz gargalos e cria um time que atua de forma mais eficiente e orientada a metas reais.

O especialista reforça que a revolução no varejo não virá apenas da tecnologia, mas da mudança de mentalidade. “A cultura de dados precisa ser incorporada à operação. Não adianta ter acesso à informação se ela não for usada para corrigir processos e melhorar a experiência do cliente. A IA é a ferramenta, mas a estratégia continua sendo humana”, diz Claudio Junior.

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