
O foguete HANBIT-Nano explodiu ontem (22) durante uma tentativa de lançamento no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O veículo foi desenvolvido pela empresa sul-coreana Innospace e sofreu uma falha logo após sair da plataforma. O acidente resultou na queda do equipamento e em uma explosão no solo.
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o foguete iniciou o voo como previsto, mas uma anomalia fez com que ele colidisse com o chão. Equipes de bombeiros e especialistas foram enviadas ao local para apagar o fogo e analisar os destroços. A FAB garantiu que a operação seguiu todos os protocolos de segurança e que ninguém se feriu.
Este seria o primeiro lançamento de um foguete privado capaz de levar satélites ao espaço a partir do Brasil. A falha frustra a expectativa de colocar o País na rota comercial de missões espaciais.
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O que deu errado
A empresa responsável chamou o problema de “anomalia durante o voo”. Falhas são comuns em testes de novos foguetes. O modelo HANBIT-Nano é pequeno, tem cerca de 21 metros de altura e foi feito para levar cargas leves para a órbita da Terra.
O lançamento já tinha sido adiado três vezes antes de acontecer:
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22 de novembro: cancelado por falhas de sinal nos equipamentos.
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17 de dezembro: adiado para troca de uma peça no sistema de resfriamento.
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22 de dezembro (primeira tentativa): atrasado por problema em uma válvula de combustível.
O Brasil tem um histórico difícil no setor. Em 2003, um acidente na mesma base em Alcântara causou a morte de 21 pessoas e paralisou o programa espacial brasileiro por anos. A nova tentativa com a empresa sul-coreana buscava retomar as atividades espaciais no País.
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