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A imagem mostra uma mão posicionando um bloco de madeira no topo de uma estrutura formada por outros blocos, criando uma pirâmide. O bloco superior tem a inscrição “M&A”, que se refere a fusões e aquisições (Mergers and Acquisitions). Os blocos da base apresentam ícones relacionados a negócios e finanças: um alvo com uma flecha, um gráfico de crescimento, um edifício com colunas (representando instituições financeiras), um gráfico de pizza e, na segunda camada, ícones de aperto de mãos (parceria) e um grupo de pessoas (equipe ou stakeholders). O fundo é desfocado, com tons de azul, sugerindo um ambiente corporativo ou profissional.

Muitas peças do tabuleiro das empresas de Tecnologia foram alteradas ao longo de 2025. Além da ascensão de algumas organizações devido a importância da inteligência artificial (IA) e das flutuações de valorização na bolsa de outras, o setor também conviveu com grandes aquisições que movimentaram as relações e parcerias para os próximos anos. Confira quais foram elas:

Google adquire Wiz

No dia 18 de março deste ano, o Google anunciou a compra da Wiz, startup israelense de segurança cibernética, por US$ 32 bilhões. O acordo foi a maior compra já realizada pela big tech e tinha um objetivo claro: fortalecer sua posição no mercado multicloud, ao mesmo tempo em que amplia sua capacidade de oferecer soluções de segurança integradas dentro de seu ecossistema.

O movimento gerou um grande burburinho no mercado, com questionamentos de especialistas sobre a futura atuação da startup e sua neutralidade diante de clientes que operam em outras provedoras de nuvem. Apesar da aquisição, a Wiz continuará oferecendo seus serviços para outras plataformas de nuvem, incluindo AWS e Azure.

Fundada em 2020, a Wiz desenvolveu uma plataforma que permite às empresas identificar e mitigar riscos de segurança em ambientes de nuvem. A tecnologia da startup se tornou uma das mais valorizadas do setor, conquistando clientes de peso e se posicionando como uma das líderes no mercado de proteção para infraestruturas digitais.

O Google, por sua vez, já vinha investindo no setor com iniciativas como a compra da Mandiant, outra referência em cibersegurança, adquirida em 2022 por US$ 5,4 bilhões. Segundo informações diulgadas pela empresa, a transação será concluída até 2026, sujeita à aprovação de órgãos reguladores.

Salesforce integra oficialmente Informatica

Já em maio, a Salesforce oficializou a compra da Informatica por US$ 8 bilhões. A movimentação, realizada 100% em ações, reforçou a estratégia da empresa de ampliar sua infraestrutura de dados e garantir a governança necessária para escalar o uso de agentes de IA.

O investimento se tornou ainda mais significativo diante da atual aceleração da adoção de inteligência artificial, somada à pressão do mercado para que a tecnologia seja implementada e aos recorrentes casos de ataques cibernéticos nas empresas.

Fundada em 1993, a Informatica é especializada em gerenciamento de dados em nuvem e atende mais de 5 mil clientes em mais de cem países. Na data da publicação da aquisição, sua capitalização de mercado era de US$ 7,1 bilhões. Com a compra, a Salesforce pagará US$ 25 por ação, considerando classes A e B-1 e ajustando o valor com base no investimento prévio que já detinha na companhia.

Os primeiros indícios de que a Salesforce poderia adquirir a companhia surgiram em abril de 2024. Na ocasião, rumores de uma possível negociação fizeram as ações das duas empresas caírem, por receio de dificuldades de integração e desalinhamento estratégico. A própria Informatica negou publicamente qualquer intenção de venda. Um ano depois, o negócio se concretizou.

O movimento também se alinha a uma série de aquisições recentes da Salesforce focadas em dados. Em setembro de 2024, a companhia já havia adquirido a Own Company por US$ 1,9 bilhão, reforçando sua oferta em proteção e gestão de dados.

Tivit se junto à Almaviva

Em 12 de junho deste ano, a italiana Almaviva anunciou a assinatura de um acordo definitivo para a aquisição da Tivit, empresa brasileira com forte atuação em tecnologia e serviços digitais na América Latina.

A operação foi firmada com fundos assessorados pela Apax Partners LLP, gestora que controla a Tivit desde 2010. Com presença consolidada no Brasil e atuação em dez países da região, a Tivit foi incorporada ao ecossistema da Almaviva, em um movimento que reforça a estratégia de expansão digital do grupo europeu fora da Europa.

A transação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e de outras condições regulatórias usuais, mas a receita combinada das empresas deverá ultrapassar os R$ 12 bilhões.

Totvs finalmente leva a Linx para dentro de casa

Após cinco anos de paciente espera, a Totvs anunciou a assinatura de contrato para aquisição da Linx. O valor de R$ 3,05 bilhões pago pela companhia foi a metade do preço investido pela Stone em 2020.

A operação visa expandir a presença da companhia no setor de varejo e ampliar seu portfólio de soluções tecnológicas. O fechamento da transação depende ainda da aprovação do CADE e do cumprimento de outras condições habituais para operações deste tipo. A companhia espera que a aquisição gere complementaridade importante, equiparando a presença da Totvs no varejo à relevância já conquistada em outros setores da economia.

HPE dá start na incorporação da Juniper

Anunciada no começo de 2024, a compra da Juniper Networks pela Hewlett Packard Enterprise (HPE) foi concluída em agosto deste ano. O movimento aconteceu após a Comissão Europeia aprovar, sem restrições, a aquisição por US$ 14 bilhões.

Em sua análise, a comissão afirmou que não encontrou evidências de que a fusão impactará de maneira significativa a concorrência nos mercados de equipamentos de rede sem fio, pontos de acesso, switches para campus Ethernet e switches para datacenters, uma das preocupações do mercado.

Leia mais: Grupo Stefanini anuncia investimentos e expansão na França em 2026

Digibee começa expansão global com Vertify

Ao longo de 2025, a brasileira Digibee, plataforma de integrações inteligentes (iPaaS), realizou sua primeira aquisição, consolidando uma nova etapa de expansão global. Em novembro, a empresa anunciou a compra da Vertify, companhia norte-americana especializada em automação e integrações voltadas para Revenue Operations (RevOps).

O movimento veio para acelerar a entrada da Digibee no mercado dos Estados Unidos. Fundada no Texas, a Vertify atua principalmente no setor bancário e possui uma base de mais de cem clientes, incluindo Johns Hopkins University, American Pet Products, Moda Health, Tempest Telecom, 1WorldSync, FreedomPay e WoltersKluwer.

A empresa mantém ainda parcerias estratégicas com a Adobe e a Salesloft, que passam agora a ser pontos de sinergia relevantes para a Digibee. A integração ocorre em um momento estratégico para a brasileira, que rearquiteta sua infraestrutura para uma solução nativa de inteligência artificial (IA), com o objetivo de apoiar grandes empresas na adoção governada e escalável de agentes de IA em seus fluxos de negócio.

Tim, V8.Tech, Palo Alto Networks e Chronosphere

E pode-se dizer que o dia 27 de novembro, foi um dos mais agitados do ano. Enquanto a Tim anunciava a aquisição de 100% da V8.Tech, a Palo Alto Networks declarava a compra da Chronosphere.

No caso da operadora italiana, a movimentação representou mais um passo no fortalecimento de sua atuação em serviços B2B, alinhado ao seu plano de crescimento 2025-2027. O negócio, aprovado pelo Conselho de Administração da companhia, soma R$ 140 milhões pagos no fechamento e pode chegar a até R$ 280 milhões em seis anos, caso metas pactuadas sejam atingidas. A operação ainda depende do aval do CADE.

Com cerca de 380 colaboradores e mais de cem clientes ativos em diferentes setores, a V8.Tech registrou receita líquida de aproximadamente R$ 235 milhões nos últimos doze meses, mantendo um CAGR de 17% entre 2021 e 2024. O portfólio, que abrange multicloud, ambientes híbridos e privados, além de serviços gerenciados, deve complementar a estratégia da TIM de entregar projetos end-to-end para clientes corporativos.

O anúncio também marco uma reorganização interna, com a criação de uma vice-presidência dedicada exclusivamente ao B2B, que será comandada por Fabio Costa.

Já para a Palo Alto Networks, a compra da Chronosphere, empresa especializada em observabilidade, visa expandir a visibilidade necessária para proteger sistemas de IA e entrar de vez em um mercado que vinha fora do alcance direto da organização. Realizada por US$ 3,35 bilhões, esta foi uma das maiores compras já realizadas pela companhia.

O movimento ainda responde a uma tendência de mercado: a convergência entre segurança e observabilidade. Fornecedores como Splunk, Elastic, Sumo Logic e CrowdStrike já atuam em ambos os universos, reduzindo pulverização de ferramentas e centralizando ingestão de dados.

IBM comprará Confluent

Para fechar o ano, ainda em dezembro, a IBM anunciou que comprará a empresa de infraestrutura de dados Confluent, em um acordo avaliado em US$11 bilhões. A transação reforçará a estratégia da companhia de acelerar seu crescimento em software e capturar parte da demanda crescente por serviços em nuvem impulsionados pela inteligência artificial.

Em outubro deste ano, a IBM havia apresentado resultados mais fracos em sua área de software em nuvem, levantando dúvidas sobre a capacidade da companhia de sustentar o ritmo de crescimento na área. Com sua plataforma usada por grandes empresas para processar fluxos massivos de dados, a Confluent vem para silenciar estes rumores e preocupações.

A possibilidade de venda já circulava no mercado desde outubro, quando a Reuters informou que a Confluent havia contratado um banco de investimento para avaliar ofertas diante do interesse de potenciais compradores.

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