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A imagem mostra a parte superior de uma pessoa, enquadrada dos ombros para cima, posicionada diante de um fundo azul acinzentado uniforme. A pessoa veste uma camisa escura com gola simples, e o cabelo curto aparece no topo da imagem. A iluminação é suave e destaca o contraste entre a roupa e o fundo. (André Luiz Lopes Petenussi, CTO da Localiza&co)

A relação de André Petenussi com a tecnologia começou aos 12 anos, em Santos, no litoral paulista, quando ele ganhou do pai um computador trazido do Paraguai. Pouco tempo depois, já havia aprendido a programar e, aos 14 anos, começou a transformar o conhecimento em fonte de renda, desenvolvendo sistemas para locadoras de VHS da cidade.

Ingressou no curso de Engenharia Elétrica da Universidade Católica de Santos em meados da década de 1990 e continuou atuando como programador freelancer. Em 2003, tornou-se coordenador de TI no Submarino, pioneiro do e-commerce no Brasil. A partir de lá, seguiu uma trajetória de crescimento na tecnologia, passando por empresas como Wal-Mart, Coquelux, Oppa e Netshoes.

Desde fevereiro de 2019, é diretor de tecnologia da Localiza&Co, empresa de soluções de mobilidade. Na organização, liderou iniciativas de transformação dos negócios e das operações. Hoje, a inteligência artificial (IA) está no topo da lista de prioridades. Petenussi lidera atualmente o “Movimento Inteligência Artificial”, iniciativa que promove uma mentalidade “AI first” na companhia e que lhe rendeu o prêmio Executivo de TI do Ano 2025 na categoria ‘Transporte e Logística’.

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Desde dezembro de 2023, a Localiza começou a incorporar a nova onda da IA em sua estrutura. “Muito do que fazíamos era preditivo e prescritivo. Agora há várias iniciativas generativas”, conta.

A estratégia atual se divide em duas frentes. A primeira mira o desenvolvimento de projetos de impacto para clientes: experiências novas, melhoria de oferta e conversas mais fluídas com a marca. A segunda organiza ganhos internos de produtividade em escala corporativa. É aí que entra o “Movimento” liderado pelo CTO, orientado por apostas claras, times dedicados e governança de dados e riscos.

“Se não cria uma estratégia e define as apostas, a cada duas semanas muda tudo porque saiu uma ferramenta nova. O FOMO [medo de ficar de fora, em inglês] é complicado”, brinca.

O projeto mais avançado é a “Liza Aluguéis”, agente conversacional que acompanha clientes na jornada de reserva. “Criamos um agente que emula o relacionamento, conhece regras do aluguel e cria uma reserva real”, explica. Atualmente, são mais de 4 mil atendimentos diários, distribuídos entre interações no WhatsApp e na plataforma digital da Localiza. Apenas 8% dos contatos precisam ser redirecionados a atendentes humanos, enquanto 92% são resolvidos de forma totalmente digital.

Ao fazer um balanço sobre a adoção de IA pela Localiza, Petenussi reflete sobre a transformação do papel do líder de tecnologia. Para ele, há uma mudança clara, mas sem perda de essência: continua a missão de definir direção, educar a organização e conectar tecnologia a resultados, mas, agora, também é preciso orquestrar um ecossistema de agentes, plataformas e talentos distribuídos em meio a ciclos de novidades cada vez mais curtos.

“Talvez o principal desafio do CIO hoje seja se manter atualizado e, ao mesmo tempo, garantir uma linha estratégica do que explorar”, avalia. “Confiamos que nossa curva de aprendizado com IA agora faz os cases de hoje serem mais relevantes — e os do ano que vem, mais ainda”, conclui.

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