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André Scatolini, CEO da Nava. Imagem: Divulgação

A consultoria brasileira de tecnologia Nava adquiriu a Ventura Enterprise Risk Management (ERM), empresa especializada em resposta a incidentes, investigação digital e gestão de crises cibernéticas. A operação marca a segunda aquisição estratégica da Nava em um intervalo de dois meses e faz parte do plano de expansão inorgânica da companhia, impulsionado pelo aporte do fundo de private equity Crescera Capital.

Com a transação, a operação e o time da Ventura passam a ser incorporados à estrutura da Nava. O objetivo, segundo a empresa, é ampliar sua atuação em disciplinas consideradas críticas no atual cenário de ameaças digitais e consolidar sua posição como fornecedora de serviços de tecnologia e segurança para grandes empresas no país.

“A Nava sempre trabalhou com a premissa de que investimentos em tecnologia precisam gerar retorno em receita, margem ou eficiência para o cliente. A aquisição da Ventura é um passo nessa direção, porque não há retorno sustentável sem segurança”, afirma André Scatolini, CEO da Nava.

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Para Domingo Montanaro, cofundador e CEO da Ventura, a união com a Nava responde à necessidade de escala operacional para sustentar relacionamentos de longo prazo com grandes clientes. “Somos reconhecidos pela atuação técnica em momentos críticos, especialmente na contenção de crises. A Nava traz a robustez necessária para transformar esse conhecimento em programas estruturados e contínuos de governança em cibersegurança”, diz.

Com a integração, a Nava passa a oferecer um modelo de segurança digital de ponta a ponta. Além da atuação preventiva, a empresa incorpora competências em resposta a incidentes, forense digital, operações de war room, contenção e recuperação pós-crise, além de apoio técnico em perícias especializadas envolvendo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), agências reguladoras, seguradoras e disputas judiciais.

Segundo a empresa, a expertise da Ventura permitirá atuar em todas as etapas da jornada de segurança digital, desde a mitigação de riscos até a redução de impactos operacionais, legais e reputacionais em situações de crise, além da prevenção de novos incidentes.

O mercado global de cibersegurança deve ultrapassar US$ 500 bilhões até 2030, impulsionado pela digitalização e pelo aumento da sofisticação dos ataques. Para Montanaro, esse cenário exige das empresas mais do que estratégias de mitigação. “O momento demanda resiliência, prontidão e capacidade de resposta rápida para conter incidentes e retomar a operação de forma segura”, afirma.

Com a aquisição, a Nava também promove mudanças em sua estrutura organizacional. Domingo Montanaro passa a liderar a vertical de cibersegurança, reunindo os times das duas empresas. De acordo com Scatolini, o movimento reforça a estratégia da companhia de priorizar talentos como eixo central de crescimento. “Nosso objetivo é integrar competências, promover troca de conhecimento e garantir que a inovação aconteça de forma contínua”, diz.

A expectativa da Nava é fortalecer sua atuação em serviços de missão crítica e ampliar o escopo de problemas complexos atendidos, posicionando a segurança digital como um pilar de resiliência e proteção do valor dos negócios de seus clientes.

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