
A América Latina tem o potencial de adicionar 5% ao seu Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos 10 anos por meio da adoção estratégica da inteligência artificial (IA). A estimativa faz parte do relatório Latin America in the Intelligent Age, publicado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), que posiciona a tecnologia como um motor essencial para a produtividade regional.
Para Jeremy Jurgens, diretor-executivo do Fórum Econômico Mundial, a região vive um momento decisivo. Jurgens destaca no documento que o sucesso depende de uma colaboração estreita entre governos e empresas para garantir que a inovação seja inclusiva e ética. Segundo o executivo, a “Era Inteligente” exige que a tecnologia seja vista não apenas como automação, mas como uma ferramenta de soberania econômica.
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Desafios e oportunidades verdes
Apesar do otimismo, o relatório aponta obstáculos significativos. Cerca de 32% da população da América Latina ainda não possui acesso estável à internet de alta velocidade, o que cria um abismo digital que pode limitar os benefícios da IA. Além disso, há uma necessidade urgente de requalificação profissional: o WEF estima que a transição para a economia digital exigirá que milhões de trabalhadores aprendam novas habilidades computacionais nos próximos cinco anos.
Por outro lado, a região possui uma vantagem competitiva: sua matriz energética limpa. Conforme ressalta Marisol Argueta, chefe da agenda regional para a América Latina do Fórum Econômico Mundial, a abundância de fontes renováveis torna o continente um local ideal para a instalação de data centers sustentáveis, necessários para processar grandes volumes de dados de IA. Argueta reforça que a liderança latino-americana deve focar em políticas que transformem esse potencial em crescimento real.
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