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Logotipo da Deezer exibido em uma tela de smartphone, acompanhado por fones de ouvido brancos, simbolizando a plataforma de streaming de músicas

A plataforma francesa de streaming de músicas Deezer anunciou essa semana que, apenas em janeiro desse ano, músicas feitas por inteligência artificial somaram, em média, cerca de 60 mil reproduções diárias, e representam cerca de 39% do conteúdo publicado diariamente. No ano passado, mais de 13,4 milhões de faixas geradas por IA foram detectadas e sinalizadas.

Apesar de responderem por fatia pequena do total de reproduções (até 3%), essas faixas tiveram até 85% dos “streams” classificados como fraudulentos em 2025.  No restante do catálogo, a fraude em streaming ficou em apenas 8% do total no mesmo período.

A ferramenta de detecção de IA da empresa está em funcionamento desde o início de 2025. Em junho, a plataforma passou a etiquetar explicitamente músicas geradas por IA. Segundo a empresa, a divulgação desses números é um esforço para “promover a transparência e a equidade em relação à música gerada por IA”.

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“A música gerada inteiramente por IA tornou-se quase indistinguível da criação humana e, com o fluxo contínuo de uploads para plataformas de streaming, nossa abordagem permanece honesta: transparência para os fãs e proteção dos direitos de artistas e compositores”, explica em comunicado Alexis Lanternier, CEO da Deezer. “Sabemos que a maioria das músicas geradas por IA são publicadas na Deezer com o objetivo de cometer fraudes (…).”

Segundo o executivo, músicas geradas por IA são removidas dos motores de recomendação para que os usuários “tenham uma escolha clara sobre o que ouvir, ao mesmo tempo que dificultamos a manipulação do sistema por fraudadores”. As reproduções fraudulentas são desmonetizadas.

Tecnologia de detecção de IA

No comunicado, a Deezer anunciou que vai vender a tecnologia de detecção de IA para empresas na indústria da música. O objetivo seria dar a empresas ferramentas para detectar infrações de direitos autorais, além de promover transparência e reduzir o incentivo à fraude com músicas feitas por máquinas.

Lanternier diz que foram feitos testes com organizações do setor, incluindo a Sociedade de Autores, Compositores e Editores Musicais da França (Sacem). E que, a partir de agora, a tecnologia será licenciada para outros interessados.

“Estamos comprometidos em trazer ao Brasil tecnologia que não apenas detecta conteúdos gerados por IA, mas que também protege os direitos de quem cria e incentiva a criatividade humana como motor principal da plataforma”, diz no mesmo comunicado Rodrigo Vicentini, General Manager da Deezer na América Latina.

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