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Duas pessoas estão sentadas em uma mesa durante uma conversa entre profissionais. Sobre a mesa, há um currículo preso a uma prancheta, uma caneta e um laptop exibindo gráficos coloridos de desempenho. Uma das pessoas está com as mãos entrelaçadas, enquanto a outra gesticula com uma mão no peito, sugerindo uma explicação ou resposta durante uma entrevista ou reunião de negócios.

Um estudo empírico realizado entre 2022 e 2025 revelou que investir em profissionais mais experientes é não apenas uma decisão estratégica, mas também financeiramente superior. A pesquisa, realizada em uma empresa com foco em desenvolvimento de software, mostrou que, embora a folha salarial tenha aumentado 27,33% no período, a produtividade por unidade de custo investido cresceu 172%, enquanto o tempo médio de entrega de novas funcionalidades caiu 71,17%.

O levantamento analisou a evolução da estrutura de equipe, majoritariamente formada por juniores, para uma composição mais experiente, com maior presença proporcional de profissionais plenos e seniores. O resultado foi uma elevação significativa na velocidade, qualidade e previsibilidade das entregas.

Segundo o framework Cynefin, ferramenta utilizada como base teórica no estudo, equipes de tecnologia operam majoritariamente nos domínios Complicado, em que se ‘conhece o desconhecido’ – cenário predominante nos projetos de TI, e Complexo, do qual se ‘desconhece o desconhecido’ – cenário em que não há previsibilidade e as soluções emergem por experimentação.

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O contexto exige autonomia, julgamento técnico e capacidade de lidar com múltiplas variáveis ao mesmo tempo, competências tipicamente mais fortes em profissionais com maior senioridade.

“Em ambientes complexos, a experiência reduz erros, acelera decisões e aumenta a assertividade das soluções. O retorno financeiro é direto”, aponta Marciel Degasperi, co-autor do projeto, juntamente com Odair Gonçalves, e especialista em desenvolvimento de software na NTT Data.

Com base na pesquisa, os autores recomentam que empresas priorizem profissionais de níveis pleno e sênior nos pontos mais críticos do fluxo de desenvolvimento. Dessa forma, segundo os especialistas, o PMO (Project Management Office) desempenha papel estratégico ao alocar talentos de acordo com a complexidade de cada projeto.

A priorização da senioridade amplia o custo-benefício da organização, ao mesmo tempo em que otimiza a competitividade e permite lidar de forma mais eficiente com a complexidade dos processos. No caso desta empresa, a correlação entre o aumento do nível de senioridade e a melhora no desempenho dos projetos foi significativa.

Embora tenha havido um acréscimo de 27,33% nos custos, esse impacto foi compensado por um crescimento de 2,72 vezes no ganho líquido de produtividade por unidade de custo, resultado da redução do tempo médio dos processos e da menor incidência de erros.

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