
O mercado de pagamentos na América Latina e no Caribe é “dinâmico e vanguardista”, com adoção acelerada de soluções como pagamentos por aproximação, carteiras digitais, tokenização e biometria. Por isso, a transformação nessas regiões deverá continuar evoluindo, prevê a Visa.
A empresa listou recentemente cinco previsões e tendências para os pagamentos na América Latina e no Caribe em 2026. São eles:
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Tokenização e eliminação parcial do checkout manual
A autenticação biométrica e as tecnologias de tokenização vão transformar ainda mais o checkout online, tornando-o uma experiência de um clique. O resultado é mais eficiência e segurança, com menor abandono de carrinho e redução de fraudes, diz a Visa.
A empresa prevê que esse ano o checkout manual começará a desaparecer em diversos mercados. Atualmente, 50% das transações de comércio eletrônico da Visa na América Latina e no Caribe já são tokenizadas, segundo a própria companhia.
Outro avanço é a migração de credenciais de pagamento tokenizadas para a nuvem, permitindo que consumidores acessem informações de forma segura a partir de qualquer dispositivo. Há também a IA: dois terços dos consumidores já usam para tomar decisões de compras, e o comércio agêntico prestes a ganhar escala.
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IA também como ameaça
Cibercriminosos estão utilizando a IA para ampliar fraudes – seja por meio de deepfakes, identidades sintéticas ou golpes automatizados. A América Latina tem uma alta taxa de fraude no comércio eletrônico, 3,9%, acima da média global. Diante da iminência do chamado “comércio agêntico”, começa uma corrida pela segurança da identidade digital, com uso combinado de tokens e passkeys – que usam biometria para verificar a identidade e dispensam senhas no checkout.
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Pagamentos em tempo real e Open Finance
Para a Visa, sistemas de pagamentos conta a conta (A2A) em tempo real vão mudar a forma de movimentar dinheiro na América Latina e no Caribe, permitindo transferências de baixo custo entre pessoas e empresas. O Pix no Brasil é um exemplo já consolidade, mas há outros em desenvolvimento na Argentina e na Costa Rica.
Segundo a empresa, esse tipo de tecnologia reduz a dependência de dinheiro em espécie e altera o comportamento do consumidor. O open banking e a interoperabilidade potencializa o movimento, e o Brasil é “referência regional”.
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Stablecoins
Segundo a Visa, a América Latina é um dos mercados em que as stablecoins – criptoativos com valor lastreado – mais crescem no mundo. A empresa diz que essas moedas digitais tem potencial para complementar o ecossistema de pagamentos, especialmente em economias emergentes. O mercado global de stablecoins pode alcançar US$ 4 trilhões até 2030.
A Visa prevê um crescimento “expressivo” do uso de stablecoins em transações internacionais, remessas e casos de uso baseados em credenciais na região.
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Digitalização das PMEs
A América Latina abriga mais de 93 milhões de pequenas e médias empresas (PMEs), responsáveis por mais de 60% dos empregos na região. Apesar disso, muitas ainda enfrentam barreiras para se digitalizarem. Para a Visa, conforme os micro e pequenos negócios avançam na digitalização, crescerá o uso de cartões empresariais, faturamento eletrônico, pagamentos via QR, terminais móveis e marketplaces.
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