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Varejo | Foto: Canva

*Por Gustavo Romito, co-founder e CTO da Daki

A NRF 2026 Retail’s Big Show deixou claro que o varejo entrou em uma nova fase. A Inteligência Artificial deixou de ser tratada como uma aposta futura ou um diferencial experimental e passou a ocupar o papel de base operacional do varejo moderno. Sob o tema “The Next Now”, o evento reforçou uma mensagem consistente ao longo de toda a sua programação: eficiência, execução disciplinada, uso inteligente de dados e valorização das pessoas não são mais opcionais; são requisitos para competir.

Essa mudança de tom é relevante. Durante anos, o setor esteve concentrado quase exclusivamente em crescimento acelerado e expansão rápida. Hoje, o entendimento é mais maduro. Escalar sem eficiência, previsibilidade e controle de margens não se sustenta. Crescer continua sendo importante, mas crescer com consistência, qualidade operacional e confiança do consumidor é o que realmente diferencia as empresas vencedoras.

Pela primeira vez, a NRF contou com um palco dedicado exclusivamente à Inteligência Artificial, o que por si só já sinaliza o momento que o setor vive. Mais do que conceitos ou promessas, o foco esteve em aplicações práticas: previsão de demanda, gestão de estoque, logística, personalização da experiência e atendimento ao cliente. A mensagem foi direta. IA não é mais um experimento isolado nem uma camada extra de inovação — ela se tornou infraestrutura essencial para o varejo.

As discussões sobre agentic commerce e automação inteligente reforçaram esse ponto. A IA passa a assumir tarefas operacionais complexas de forma autônoma, liberando as pessoas para atuarem onde realmente fazem diferença: análise, tomada de decisão e melhoria contínua. Isso não reduz o papel humano. Pelo contrário, reposiciona o talento para atividades mais estratégicas, apoiadas por dados e sistemas mais inteligentes.

Na Daki, essa visão é o core do negócio. Desde o início, entendemos que dados não são apenas um ativo analítico, mas um pilar para conhecer profundamente o cliente e executar melhor todos os dias. Utilizamos Inteligência Artificial para entender padrões de consumo, prever demanda com maior precisão, ajustar sortimento em tempo real e operar com níveis de eficiência que seriam inviáveis sem tecnologia aplicada de forma consistente.

Esse uso prático da IA é o que permite oferecer uma experiência de qualidade ao consumidor. Quando o cliente encontra o produto certo, no tempo prometido e com consistência, isso não acontece por acaso. É resultado de uma cadeia operacional bem executada, sustentada por dados, tecnologia e decisões rápidas. A experiência do consumidor continua no centro, mas agora apoiada por operações mais sólidas, previsíveis e eficientes.

Outro ponto amplamente debatido na NRF 2026 foi justamente a execução. A tecnologia segue sendo fundamental, mas ficou evidente que ela só gera impacto quando está integrada a processos claros e a times preparados para utilizá-la. Inovação não acontece apenas com novas ferramentas. Ela acontece quando existe disciplina operacional, clareza de objetivos e capacidade de transformar dados em ação no dia a dia.

A mensagem é simples e direta: o futuro do varejo já está em execução. A Inteligência Artificial deixou de ser promessa e passou a ser requisito. Empresas que conseguirem combinar tecnologia aplicada, eficiência operacional e valorização das pessoas estarão mais preparadas para competir em um cenário cada vez mais exigente. O “Next Now” não fala sobre o que vem depois. Fala sobre o que é preciso entregar agora.

O post O varejo entrou na era da execução apareceu primeiro em Startups.