
Os acionistas da Apple rejeitaram nesta terça-feira (24) uma proposta que solicitava à companhia a elaboração de um relatório detalhando os riscos associados à sua dependência da China para a fabricação da maior parte de seus produtos. A deliberação ocorreu durante a assembleia anual da empresa.
A Apple vem, há quase uma década, diversificando sua base de produção. A companhia expandiu operações para países como Vietnã e Índia e anunciou anteriormente que começará a montar parte dos computadores Mac mini nos Estados Unidos ainda este ano, voltados ao mercado interno.
Durante a sessão de perguntas e respostas com investidores, o CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa mantém o planejamento de aumentos anuais no pagamento de dividendos, mas indicou que a prioridade continua sendo o investimento em novas tecnologias, incluindo inteligência artificial.
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Cook explicou que a política da companhia parte da premissa de direcionar recursos primeiro para iniciativas consideradas essenciais à expansão dos negócios, inovação e desenvolvimento do portfólio de produtos e serviços. Segundo ele, essas decisões orientam a estratégia de alocação de capital e a criação de valor para os acionistas.
Outras demandas
Além da rejeição da proposta relacionada à China, os investidores aprovaram as quatro recomendações apresentadas pela própria administração da empresa na pauta do dia.
No entanto, a votação consultiva sobre remuneração executiva, conhecida nos Estados Unidos como “say on pay”, registrou leve aumento na parcela de votos contrários. Considerando mais de 9 bilhões de votos válidos, 8,6% se posicionaram contra o pacote de compensação, desconsiderando abstenções e votos técnicos de corretoras. No ano anterior, o percentual havia sido de 7,6%.
De acordo com o documento de procuração divulgado pela Apple, a remuneração total de Tim Cook permaneceu praticamente estável em 2025, somando US$ 74,29 milhões, ante US$ 74,61 milhões no exercício anterior.
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