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Fachada do Insper em SP | Foto: Divulgação
Fachada do Insper em SP | Foto: Divulgação

O que startups como QI Tech, Alice e Evino têm em comum? Elas foram fundadas por ex-alunos do Insper, instituição de ensino superior que tem buscado se consolidar como polo de formação de empreendedores. Juntas, as startups criadas por alunos e ex-alunos da escola já captaram US$ 1,79 bilhão desde 2011, segundo um levantamento divulgado pelo Hub de Inovação e Empreendedorismo da instituição.

O volume equivale a 4,1% de todo o venture capital investido em startups brasileiras no período, estimado em US$ 43,4 bilhões, segundo o instituto.

Outras empresas formadas por empreendedores da comunidade do Insper também aparecem com volumes expressivos, como Cayena, Shopper, Digibee, Conta Simples, a55 e Educbank, todas com captações individuais acima de US$ 50 milhões.

O estudo integra o lançamento oficial do Observatório de Inovação e Empreendedorismo, nova plataforma criada pelo Hub para consolidar dados proprietários e oferecer ao mercado uma leitura estruturada sobre inovação, capital e empreendedorismo no Brasil.

Ao todo, foram mapeadas 201 startups fundadas por empreendedores ligados à instituição. Dessas, 65 empresas concentram o volume de US$ 1,79 bilhão em captações.

Só em 2025, foram captados U$ 141,4 milhões pelas startups de alunos e ex-alunos da instituição, afirma Rodrigo Amantea, Head do Hub de Inovação e Empreendedorismo Paulo Cunha do Insper. “Isso mostra que é possível levantar recursos mesmo em um ambiente de baixa liquidez. O que faz a diferença é a real atratividade do negócio e a habilidade do fundador de vender e negociar com o investidor”, afirma.

O Hub opera com diferentes programas, voltados para estágios distintos de maturidade das startups. Em fases mais iniciais, alunos e alumni participam do programa de Fellowship, que oferece mentorias, encontros com empreendedores e acompanhamento próximo da equipe.

Atualmente, o Fellowship reúne 33 startups, sendo que 75% delas já faturam e possuem clientes ativos.

Quando as empresas atingem um nível de receita recorrente e buscam tração em faturamento e base de clientes, o encaminhamento ocorre para a aceleradora FOKS. Nesse programa, parte das vagas também é aberta a startups que não fazem parte da comunidade do Insper.

Já ideias em estágio anterior à formalização de uma empresa são direcionadas ao Startup Week, programa realizado, em média, três vezes por ano, com vagas majoritariamente para alunos e ex-alunos, mas também aberto a participantes externos.

Além dos programas, o Hub mantém um espaço físico dentro do campus do Insper, na Rua Quatá, 200, em São Paulo, incentivando o uso do ambiente pelas startups participantes.

A conexão com investidores é parte central da estratégia do ecossistema, especialmente com foco em investidores-anjo, em função do perfil early stage das empresas acompanhadas.

Um dos principais parceiros nessa frente é o Insper Angels. Segundo o Hub, esses esforços já resultaram em investimentos em startups como a Kolek, acelerada pela FOKS, e a Passabot, participante do programa Fellowship Early Stage.

O post Startups fundadas por alunos do Insper captaram US$ 1,79B desde 2011 apareceu primeiro em Startups.