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Nubank
Nubank. Foto: Divulgação

O Nubank encerrou 2025 consolidando sua virada definitiva para a lucratividade. A holding reportou lucro líquido recorde de US$ 895 milhões no quarto trimestre, alta de 50% na comparação anual, e fechou o ano com US$ 2,9 bilhões em lucro, impulsionada por ganho de escala, aumento do engajamento dos clientes e maior eficiência operacional.

Ao longo de 2025, a receita da companhia cresceu 45% ano contra ano, alcançando US$ 16,3 bilhões. Apenas no quarto trimestre, o faturamento somou US$ 4,9 bilhões, o maior já registrado pela instituição. O desempenho levou o Nubank a atingir um ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de 30%.

Segundo David Vélez, fundador e CEO do Nubank, os resultados refletem a capacidade do banco digital de escalar mantendo controle de riscos e alavancagem operacional. “Esses resultados refletem nossa capacidade de combinar crescimento disciplinado com lucratividade consistente, enquanto continuamos a investir em nossos mercados principais”, afirma, em nota oficial.

“Permanecemos totalmente focados em vencer na América Latina, enquanto construímos as alavancas que permitirão ao Nubank evoluir para uma plataforma global de serviços financeiros digitais ao longo do tempo”, acrescenta o executivo.

Para 2026, o foco segue nos principais mercados da América Latina, ao mesmo tempo em que a companhia avança na construção das bases para se tornar uma plataforma global de serviços financeiros digitais, incluindo o desenvolvimento da operação no mercado norte-americano.

Crescimento, engajamento e monetização

No quarto trimestre, o Nubank adicionou 4 milhões de clientes à base, encerrando 2025 com 131 milhões de usuários globalmente – um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. A expansão veio acompanhada de maior monetização: a receita média mensal por cliente ativo (ARPAC) chegou a US$ 15, avanço de 27% em base anual.

A taxa de atividade mensal permaneceu elevada, em 83%, sinalizando forte engajamento. No Brasil, o Nubank atingiu um recorde de 86% de atividade e chegou a 113 milhões de clientes, o equivalente a 62% da população adulta. Já no México, a companhia atende cerca de 15% da população adulta e lidera a emissão de novos cartões de crédito no país.

Eficiência operacional e risco de crédito

O modelo de baixo custo seguiu como um dos principais motores da rentabilidade. O custo médio mensal de atendimento por cliente ativo permaneceu em US$ 0,8, abaixo de US$ 1,00, enquanto o índice de eficiência recuou para 19,9% no quarto trimestre, reforçando a alavancagem operacional da plataforma.

A qualidade dos ativos também apresentou melhora. O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias caiu para 4,1%, enquanto os empréstimos não performáticos (NPL) acima de 90 dias recuaram para 6,6%, beneficiados por fatores sazonais e pela gestão de risco mais disciplinada.

Ainda assim, a margem financeira ajustada ao risco ficou em 10,5% no trimestre, pressionada por uma contribuição extraordinária e pontual ao Prosofipo, fundo de proteção de depósitos do setor no México, indicando que a expansão internacional segue absorvendo custos adicionais.

Balanço patrimonial e liquidez

Os depósitos totalizaram US$ 41,9 bilhões no trimestre, alta de 29% em base anual, enquanto a carteira de crédito alcançou US$ 32,7 bilhões, com crescimento de 40% no ano. O capital total da holding chegou a US$ 8,9 bilhões, incluindo US$ 3,0 bilhões em caixa e equivalentes.

A captação disponível de US$ 38,8 bilhões representa cerca do dobro da carteira de crédito líquida, garantindo liquidez para sustentar a expansão futura.

O post Nubank fecha 2025 com US$ 2,9B em lucro e ROE de 30% apareceu primeiro em Startups.