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Matheus Barcelos, CEO da Inbazz
Matheus Barcelos, CEO da Inbazz (Imagem: Divulgação)

A Inbazz (ex-BuzzMates) quer transformar a forma como marcas escalam suas estratégias com creators — e fazer isso agora com inteligência artificial no centro da operação. A startup, que funciona como uma espécie de CRM para gestão de comunidades de influenciadores, ajudando principalmente e-commerces a organizar, automatizar e medir o ROI de creators, fechou 2025 com faturamento de R$ 3 milhões e projeta mais que triplicar a receita e alcançar R$ 10 milhões em 2026.

Esse movimento de crescimento começou a ganhar forma ainda em 2024. Na época, a então BuzzMates recebeu um investimento pre-seed de US$ 125 mil da Antler, aceleradora global que aportou capital em troca de 10% da startup. Pouco depois, em novembro, a companhia passou por um rebranding e adotou o nome Inbazz, especialmente para evitar confusões com concorrentes.

Desde então, a martech ampliou sua carteira e hoje atende marcas como Farm, Insider, Salve, Creamy, Natura, Max Titanium e Black Skull, consolidando presença especialmente nos segmentos de moda, beleza e suplementação.

Apesar de já ter tido cliente na Colômbia e de avaliar oportunidades fora do país — inclusive com uma ida recente à Califórnia para entender melhor o mercado e possíveis concorrentes —, a empresa mantém o foco no Brasil. “A gente acha que tem muito espaço no Brasil ainda. O mercado é muito grande e ainda tem muita lenha para queimar”, aponta Matheus Barcelos, CEO da Inbazz, em entrevista ao Startups.

Do ceticismo ao core do produto

A aproximação da Inbazz com inteligência artificial não foi imediata. Ainda segundo o CEO, a empresa chegou a evitar a tecnologia por um bom tempo. “Nos questionávamos o que era hype e o que era realidade. A gente via muita empresa colocando IA só por colocar”, contou.

Até meados de 2025, a plataforma não utilizava IA em nenhuma etapa do processo. A lógica era simples: só adotar algo que resolvesse, de fato, uma dor real dos clientes. Mas a virada veio nas conversas com as marcas das quais a empresa já trabalhava.

Embora a Inbazz já capturasse todos os conteúdos publicados pelos creators, os times de marketing ainda perdiam tempo revisando vídeo por vídeo para checar se o briefing havia sido seguido. Foi daí que nasceu o BriefCheck AI, ferramenta lançada em beta no início de dezembro, capaz de analisar vídeos em cerca de 15 segundos e reduzir em até 45% o tempo gasto na validação de campanhas.

“Conversando com os clientes, eles contavam que perdiam muito tempo olhando um por um para ver se o creator estava falando o que havia sido combinado e se está aderente ao briefing ou não. Então, passamos a desenvolver uma IA para automatizar esse processo”, relembra.

Hoje, a tecnologia cruza briefing, imagem, áudio e legenda, classificando o conteúdo como “aprovado”, “em alerta” ou “reprovado”, deixando para humanos apenas os casos em que há dúvida.

A estrutura para desenvolver a IA veio de uma combinação de capital já levantado e da própria operação. Como mencionado anteriormente, a Inbazz já havia recebido um cheque de US$ 125 mil da Antler, além de ter assinado uma rodada ponte com a Stamina VC em abril de 2025, com valores não divulgados. Parte desses recursos ajudou a fortalecer o caixa e acelerar diferentes frentes do negócio. Mas, conforme o CEO, a empresa atingiu o breakeven ao longo do último ano — e hoje boa parte da evolução do produto, incluindo a camada de inteligência artificial, é financiada com receita própria.

No momento, a startup não pretende abrir uma nova rodada. A prioridade é manter a disciplina financeira e crescer com geração de caixa. Ainda assim, o CEO evita fechar portas. “Se a gente ver uma oportunidade que vai exigir uma grana, não descarto uma nova rodada”, finaliza.

O post Startup de CRM para creators aposta em IA para triplicar receita em 2026 apareceu primeiro em Startups.