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Energia solar | Foto: Canva

*Por Alessandro, CEO do Grupo BC Energia e vice-presidente do conselho da ABRACEEL

Durante muito tempo, a eletricidade foi tratada como um custo fixo inevitável, algo sobre o qual o empresário tinha pouco ou nenhum controle. Foi ao encarar decisões difíceis que aprendi que o futuro da energia passa pela liberdade de escolha. Quando o empresário pode decidir de quem compra energia, em quais condições e com qual previsibilidade, a relação com esse insumo deixa de ser somente operacional.

O mercado livre de energia viabiliza a negociação de preços, prazos, volumes e fontes, trazendo racional econômico para um setor que, por décadas, funcionou com pouca flexibilidade. Para quem empreende, isso é previsibilidade financeira, redução de custos e maior capacidade de planejamento, os três fatores para crescer de forma sustentável.

Mais do que uma oportunidade de economia, o mercado livre muda a mentalidade. Ele força o empresário a olhar para energia como parte do negócio. Não é sobre pagar menos na conta de luz, mas entender o impacto da energia na margem, na competitividade e até na reputação da empresa. Com essa visão, decisões mais sofisticadas começam a surgir.

Essa liberdade de escolha cria um ambiente em que as fontes renováveis ganham protagonismo não por obrigação regulatória, mas por lógica econômica. Energia limpa deixa de ser um discurso ambiental e passa a ser uma decisão racional econômica de negócios. Ao migrar para o mercado livre de energia elétrica, o empresário reduz exposição à volatilidade das tarifas de energia, ganha previsibilidade de custos no longo prazo e se posiciona melhor diante de um mercado e de consumidores cada vez mais atentos à origem da energia que consomem. Mas isso está atrelado a escolha de parceiros estratégicos adequados.

Ficou claro para mim que o empresário é um agente determinante nesse processo. A transição energética já é realidade no Brasil, e não está sendo conduzida só por governos ou grandes projetos estruturais. Ela se materializa quando o setor produtivo decide mudar, investir e avançar em soluções como contratos mais eficientes e o uso de novas fontes e tecnologias.

É claro que essa mudança exige coragem. Migrar para novos modelos implica sair da zona de conforto, lidar com burocracias e aprender um novo vocabulário técnico. Mas a experiência mostra que os ganhos superam os desafios. Quem se antecipa, aprende e se estrutura sai na frente.

Hoje, acredito que estamos diante de uma transformação irreversível no setor elétrico. A ampliação do mercado livre, o avanço das renováveis e a entrada de novos players apontam para um futuro em que a energia será cada vez mais descentralizada, eficiente e direcionada ao consumidor.

Poucas coisas estimulam tanto a inovação quanto a liberdade de escolha. E, no caso da energia, é também um caminho para alinhar crescimento econômico, competitividade e transição energética. O que vem pela frente não será construído por quem espera. Será liderado por quem escolhe.

O post Como empresário, aprendi que o futuro da energia passa pela liberdade de escolha apareceu primeiro em Startups.