
Em preparação para a sua mudança de endereço, o Google Campus, espaço de apoio a startups do Google, apresentou os primeiros programas que serão tocados ao longo de 2026.
São três iniciativas, que, obviamente, têm o uso da inteligência como tema central: AI Board Academy, que vai conectar fundadores com lideranças do Google e executivos de mercado; Matchmaking, que vai acelerar iniciativas com grandes empresas; e o AI Speed Launch, para capacitações rápidas. A expectativa é que até 50 startups participem das iniciativas. Para entrar é preciso atuar em uma das três linhas de negócios definidas pelo Google: deep tech, soluções agênticas e martech.
Em um primeiro momento, o foco serão as mais de 470 companhias que já participaram de algum programa do Google debaixo da bandeira do Google for Startups ao longo dos últimos nove anos. A ideia, segundo Thais Melendez, gerente de programas do Google Campus, é dar início à nova fase do Campus e preparar terreno para outras iniciativas. “Estamos trabalhando com uma mentalidade de startup. Propondo alguns formatos. Vamos fazer os primeiros que achamos que fazem sentido. Mas vamos usar critérios para rever e ajustar o tempo todo”, disse ela durante evento que reuniu jornalistas e fundadores na sede do Google em São Paulo hoje pela manhã.
Nova fase
Lançado em 2016 como o espaço físico do programa Google for Startups, o Google Campus ocupou um prédio inteiro na região dos Jardins, em São Paulo, até o fim do ano passado. Em outubro, a companhia anunciou que o espaço seria transferido para o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), próximo à Universidade de São Paulo (USP), e junto do novo centro de engenharia que está montando por lá.
A mudança é um reflexo do direcionamento para IA adotado pelo Google nos últimos tempos. Ela também é efeito de uma mudança organizacional interna do Google. O programa Google for Startups se tornou uma marca global do Google Cloud, consolidando outras iniciativas que existiam dentro da companhia.
]Com isso, o Campus ganhou uma nova liderança e estratégia. “O Campus evolui de um modelo de coworking para a inovação aplicada”, disse Maurício Martiniano, head do Google Campus. Segundo ele, a proposta é conectar as startups com as diferentes áreas do Google, tanto em termos de produtos quanto time de engenharia, para criar soluções q atendam as demandas dos grandes clientes da companhia.
O espaço do Campus no IPT contará com 120 posições rotativas, um estúdio de podcast e um auditório para mais de 100 pessoas. A estrutura poderá ser usada por startups que estejam participando de algum programa ativo. Também haverá um café aberto ao público, onde poderão ser feitas conexões entre startups, empresas e a academia. De acordo com Thais, a ideia é ter uma agenda de eventos do Google e de parceiros do ecossistema que ajude a movimentar o espaço.
Fábio Coelho, que comanda a operação do Google no Brasil há 15 anos, destacou que o novo formato do Campus remonta, de certa forma, às origens do Google, que nasceu em uma garagem, fruto de um trabalho acadêmico. “A IA fera novas oportunidades de empreendedorismo. E o Campus dentro da USP ajuda no fomento dessas novas ideias”, disse o executivo.
A nova sede do Campus e o centro de engenharia do Google ainda não têm data para começar a funcionar. A expectativa é que a inauguração aconteça ainda no primeiro semestre.
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