
O uso de biometria para validação de identidade cresceu no Brasil e está se tornando parte da rotina dos cidadãos. É o que alega a especialista no tema Certisign, que diz que seu serviço do tipo cresceu 52% entre 2024 e 2025. No ano passado, a companhia diz ter registrado 202 milhões de validações biométricas, além de crescimento de 87% na adoção da tecnologia de assinatura eletrônica de contratos.
O resultado se deve, segundo a empresa, a uma “combinação de fatores”: uso massivo de serviços online após a pandemia, exigência crescente de segurança por parte de empresas e consumidores e ambiente regulatório favorável à digitalização de processos. O mercado brasileiro de identidade digital foi avaliado em cerca de US$ 850 milhões em 2024, com projeção de crescimento anual médio de 23,8% até 2035, segundo pesquisa da Spherical Insights.
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“O brasileiro já incorporou a biometria à rotina ao desbloquear o celular com o rosto ou a digital. Agora, essa mesma lógica está presente em decisões mais sensíveis, como contratar crédito, formalizar acordos, acessar serviços de saúde e validar identidade em plataformas digitais”, analisa em comunicado Julio Duram, CPO da Certisign.
Para o executivo, o Brasil é terreno especialmente fértil para esse tipo de solução por conta do número de pessoas conectadas à internet e pela baixa resistência da população jovem. Além disso, há forte demanda por plataformas biométricas vinda de setores como o financeiro, de saúde e pelo governo, que avança na digitalização de serviços públicos e precisam combater os crescentes golpes digitais.
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