
A Engemon IT inaugurou um novo escritório em São Paulo em meio a um movimento de expansão da sua operação de serviços gerenciados. A iniciativa ocorre em um contexto de aumento da demanda por terceirização de suporte técnico e gestão de infraestrutura, especialmente entre empresas que buscam reduzir a complexidade interna das áreas de TI.
O novo espaço, com mais de mil metros quadrados, concentra cerca de 300 posições voltadas a Service Desk e Network Operations Center, além de equipes de operações, arquitetura de soluções e área comercial. A proposta é centralizar atividades que antes estavam distribuídas, com impacto direto no tempo de resposta e na coordenação das operações.
A inauguração acompanha um crescimento recente no volume de atendimentos. Em 2025, a empresa registrou mais de 700 mil chamados de Service Desk e cerca de 150 mil de Field Services, mantendo níveis de serviço acima de 98% e NPS de 8,9, segundo dados apresentados pela companhia.
Leia também: Diversidade feminina em TI: menos discurso, mais estratégia
Em entrevista ao IT Forum, o CEO da Engemon IT, Fábio Camara, afirma que a expansão responde a uma mudança no perfil da demanda. “As empresas estão buscando mais previsibilidade e eficiência. Existe uma pressão para reduzir complexidade interna sem perder qualidade de atendimento”, diz.
Esse cenário tem levado provedores de serviços a rever seus modelos operacionais. No caso da Engemon IT, a estratégia passa pela integração entre processos, equipes e ferramentas, com maior uso de automação e análise de dados.
Segundo Camara, o objetivo é reduzir a dependência de um modelo puramente reativo, baseado na abertura de chamados. “A operação tradicional responde ao problema depois que ele acontece. O que buscamos é antecipar parte desses incidentes a partir de histórico e comportamento”, afirma.
A adoção de inteligência artificial aparece como um dos instrumentos para viabilizar essa mudança. A tecnologia tem sido aplicada em frentes como triagem de chamados, identificação de padrões e automação de tarefas repetitivas. Ainda assim, o executivo ressalta que a transformação não elimina o papel das equipes.
“O volume operacional continua existindo, mas muda o tipo de atuação. As pessoas passam a atuar mais em exceções e menos em tarefas repetitivas”, diz.
Além da nova estrutura, a empresa ampliou sua presença física nos últimos meses. Uma base operacional na região da Bela Vista, em São Paulo, passou a concentrar atividades de logística e serviços de campo. A Engemon IT também mantém 12 bases técnicas distribuídas pelo país.
Para o CEO, a presença local segue relevante mesmo com o avanço da gestão remota. “Existem demandas que exigem atuação presencial. A proximidade influencia diretamente o tempo de resposta”, afirma.
A operação da empresa conta atualmente com mais de 460 profissionais. De acordo com Camara, indicadores como tempo médio de permanência e rotatividade impactam a estabilidade dos contratos, especialmente em serviços contínuos.
“Existe uma curva de aprendizado importante. A continuidade das equipes contribui para a consistência da entrega”, diz.
O movimento da Engemon IT reflete uma transformação mais ampla no mercado de serviços de TI. A terceirização de operações tem avançado para além das grandes empresas, impulsionada por restrições orçamentárias e pela dificuldade de formar equipes internas especializadas.
Ao mesmo tempo, cresce a pressão por eficiência e controle de custos, o que leva fornecedores a investir em automação e padronização de processos. Nesse ambiente, a capacidade de escalar operações mantendo níveis de serviço elevados se torna um diferencial competitivo.
A empresa não detalha metas de crescimento, mas indica que a nova estrutura amplia a capacidade de atendimento e prepara a operação para contratos de maior volume e complexidade.
Para Camara, o principal desafio está em sustentar a qualidade em um cenário de expansão. “O crescimento precisa vir acompanhado de consistência operacional. É isso que o mercado está demandando”, afirma.
A inauguração do escritório, segundo ele, faz parte de um processo mais amplo de reorganização da empresa, que deve continuar nos próximos anos à medida que a demanda por serviços gerenciados evolui.
Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

