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Muito embora as empresas e os departamentos de recursos humanos tenham adotado massivamente discursos sobre a contratação de profissionais qualificados para o uso de inteligência artificial (IA), na prática a transição da força de trabalho ocorre de maneira gradual. Mais da metade (53,6%) das companhias brasileiras dizem que conhecimentos em IA e dados ainda são pouco demandados em processos seletivos, enquanto 46,4% dizem ter essas competências em alta demanda.

Os dados fazem parte do Guia Salarial 2026 da Michael Page, que ouviu 7.147 profissionais e 998 empresas em todo o País. Segundo a empresa, apesar da “centralidade estratégica atribuída” à IA, a exigência formal ainda não é majoritária.

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Outras ferramentas digitais são mais exigidas, segundo o mesmo estudo. Seis em cada dez (60,4%) das empresas afirmam que o domínio de ferramentas e competências digitais é requisito primordial, enquanto 39,6% o classificam como de baixa demanda.

Segundo a Michael Page, essa diferença aponta para um estágio intermediário de maturidade. Para Andre Purri, CEO da Alymente, há também um fator estrutural.

“A adoção de IA implica investimento em infraestrutura, integração de dados e revisão de processos internos. Sem essa base consolidada, a demanda por especialistas tende a ser limitada”, pondera o executivo. “Por isso, a alfabetização digital aparece como prioridade mais ampla e imediata, funcionando como etapa preparatória para uma incorporação mais profunda da inteligência artificial”.

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