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Renato Christians, Head de Cartões da Stark Infra | Foto: Divulgação
Renato Christians, Head de Cartões da Stark Infra | Foto: Divulgação

A arquitetura modular virou palavra de ordem no universo do software corporativo. Em vez de sistemas monolíticos – nos quais mexer em uma parte inevitavelmente afeta as demais –, a tendência crescente é decompor aplicações em serviços pequenos e independentes, cada um responsável por uma capacidade específica, comunicando-se entre si por APIs. Com transformações tecnológicas acontecendo de forma cada vez mais rápida, ter a capacidade de mudar partes da infraestrutura representa mais velocidade em acompanhar essas mudanças.

É exatamente essa lógica que a Stark Infra quer levar para o mercado de cartões. A empresa de infraestrutura financeira anunciou o lançamento da sua processadora de cartões como um produto independente, separando-a do modelo completo de Card as a Service (CaaS) que oferecia até então. Com isso, a Stark passa a operar com dois produtos autônomos: Bin Sponsor e Processamento de Cartões.

A mudança responde a uma demanda dos clientes. Fintechs e instituições financeiras mais estruturadas já construíram suas próprias licenças de emissão, investiram em camadas de antifraude, análise de crédito e atendimento sobre fornecedores específicos – e não querem necessariamente desmontar toda a operação para trocar de processadora.

Ao contratar apenas a processadora, o cliente mantém sua estrutura atual de emissão e utiliza a Stark Infra como motor transacional, responsável por autorização em tempo real, liquidação, conciliação e chargeback. É possível também agregar serviços conforme a necessidade, como tokenização com Apple Pay e Google Pay e integração com embossadoras já conectadas ao ecossistema da empresa. Os demais fornecedores, de antifraude a atendimento, permanecem intactos.

“O que a gente traz de novidade é que, em geral, o mercado vende isso em pacotes. A gente dá a possibilidade de continuar com os fornecedores que já tem”, aponta Renato Christians, Head de Cartões da Stark Infra, em entrevista ao Startups.

Em 2025, operando no modelo de Bin Sponsor, a processadora da Stark Infra processou mais de R$ 1 bilhão. Com a abertura da processadora como produto independente, a empresa projeta crescimento de aproximadamente 170% na vertical de cartões em 2026, impulsionado pela atração de emissores com maior volume transacionado.

Developer First, desde a origem

A abordagem não é acidental. O Stark Bank, de onde a Stark Infra nasceu, foi fundado por Rafael Stark, engenheiro formado pelo ITA, com a premissa de simplificar a conexão de empresas ao sistema bancário brasileiro, inspirado no modelo da Stripe.

Desde o início, a ideia é que a empresa atuasse como uma espécie de AWS das instituições financeiras. A filosofia Developer First permeia toda a operação: microsserviços independentes, documentações cuidadosas, SDKs bem construídos e um time dedicado de integração.

“Primeiro somos uma empresa de tecnologia, para depois ser uma empresa para o setor bancário. Todas as nossas soluções são sempre pensadas em facilitar a vida dos desenvolvedores e dos clientes”, afirma Renato. “Empresas tradicionais trabalham em monolitos: quando mexe em um lado, afeta o outro. Na Stark Infra são diversos microsserviços independentes, tudo plugável. Emitir cartão é business as usual, a questão é como a gente consegue modularizar”.

O post Stark Infra leva arquitetura modular para o mercado de cartões apareceu primeiro em Startups.