
A Área Incrível Incorporadora, empresa do Grupo MNGT, do interior paulista, lançou na semana passada um projeto de segurança urbana baseado em monitoramento inteligente, o Programa Área Segura. A iniciativa faz parte do Muralha Paulista, programa do governo estadual de São Paulo, e será operado por órgãos de segurança do estado e do município.
O projeto piloto implementado em Rio Claro (SP) prevê instalação de 597 câmeras inteligentes distribuídas em 254 pontos de monitoramento, em sete regiões da cidade, e integrados à central da Guarda Civil Municipal (GCM). A ideia é ampliar a capacidade de monitoramento por meio de um sistema que opera em tempo integral, com recursos de inteligência artificial.
Entre as tecnologias utilizadas estão leitura automática de placas de veículos, reconhecimento facial e detecção de eventos em tempo real. As imagens captadas pelas câmeras são encaminhadas à central de monitoramento da GCM, responsável pela gestão operacional do sistema, incluindo a geração de alertas e o envio de viaturas.
Segundo Gabriel Menegatti, CEO do Grupo MNGT, o objetivo é usar tecnologia para melhorar a qualidade de vida nas cidades. “Ao estruturar uma rede de monitoramento inteligente, queremos contribuir para que as pessoas se sintam mais tranquilas para viver, circular e ocupar os espaços da cidade. Ambientes mais seguros fortalecem a convivência comunitária e ajudam a impulsionar o desenvolvimento local”, diz, em comunicado.
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Os envolvidos prometem governança e transparência como “pilares estruturais” do Área Segura, o que significa protocolos para ética no uso da tecnologia e proteção de dados. A iniciativa será operada pela Área Incrível, mas a Guarda Civil Municipal será responsável pela condução de ações operacionais e pelo controle e gestão das imagens.
A empresa também diz que alertas sensíveis, como os relacionados ao reconhecimento facial, passam obrigatoriamente por validação humana. E que todos os acessos, consultas e exportações de evidências são registrados e auditáveis. Empresas patrocinadoras e parceiros privados que apoiam a implantação não possuem acesso às imagens, bases de dados ou informações pessoais geradas pelo sistema, dizem os envolvidos.
Cobertura estratégica
O projeto piloto contempla diferentes regiões de Rio Claro, priorizando entradas e saídas da cidade, corredores de mobilidade urbana e áreas residenciais com maior densidade populacional. A cobertura utiliza diferentes tipologias de câmeras, incluindo equipamentos fixos, conjuntos com múltiplos ângulos e dispositivos com visão 360º.
O objetivo, dizem os envolvidos, é ampliar a capacidade de monitoramento preventivo em áreas estratégicas da cidade e garantir maior abrangência visual nos principais fluxos urbanos.
O Área Segura foi estruturado em duas fases. Na primeira, está a implantação de equipamentos, enquanto a segunda prevê a integração voluntária de câmeras instaladas em condomínios, empresas e outros empreendimentos privados. A ideia é ampliar o alcance da rede de monitoramento urbano por meio de termos de cooperação.
O modelo também prevê a participação de empresas patrocinadoras que aceitem “compromissos de responsabilidade social e critérios ESG”, e que não queiram “qualquer acesso às imagens, bases de dados ou informações pessoais geradas pelo sistema”.
A expectativa é que o projeto piloto sirva como base para a expansão do modelo para outras cidades brasileiras.
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