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Imagem: Oracle Innovation Center/Kênia Almeida

Um ano depois de inaugurar o Oracle Innovation Center em São Paulo, a Oracle colhe resultados que vão além dos números, embora eles também impressionem. Nestes primeiros 12 meses, foram mais de 8 mil visitantes, 270 empresas clientes únicas, 2 mil e 400 oportunidades de negócio geradas, com R$ 2,7 bilhões em contratos fechados. O volume total de oportunidades identificadas chega a R$ 20 bilhões.

Visitei o espaço nesta quinta-feira (26), durante as comemorações do primeiro aniversário, e o que chamou atenção não foi a escala. Foram as conversas que o lugar provoca.

O que acontece quando indústrias se misturam

O Innovation Center ocupa 750 m² na sede da Oracle em São Paulo e reúne experiências de mais de dez setores: varejo, saúde, agro, finanças, logística, manufatura, entre outros. Não é um showroom. É, na prática, um ambiente onde empresas de segmentos completamente distintos compartilham o mesmo espaço. E isso gera colisões produtivas.

“O espaço virou um lugar onde a gente pode trazer, provocar, cocriar com os nossos clientes e surgir com ideias novas”, disse Alexandre Maioral, presidente da Oracle no Brasil.

A estrutura foi desenhada para ir além da demonstração. Clientes que visitam o espaço podem avançar para provas de conceito (PoC) conduzidas por um time de cocriação interno e, se a ideia ganhar escala, a Oracle aciona sua estrutura de engenharia global para desenvolvê-la.

Dos 20 projetos de cocriação realizados no primeiro ano, vários nasceram de visitas que começaram sem agenda definida. Em alguns casos, necessidades identificadas no espaço viraram produtos comercializados a outros clientes.

Leia também: Por que o impacto da IA está sendo subestimado e como ela vai transformar a produtividade dos negócios

IA como camada, não como recurso isolado

Se há um fio condutor por todo o espaço, é a inteligência artificial, mas em uma lógica diferente da que domina os eventos do setor. Aqui, a IA não aparece como produto a ser demonstrado. Ela atravessa as soluções de todos os setores.

Funciona assim: a infraestrutura da Oracle apoia seus clientes de forma agnóstica a qualquer modelo de linguagem. O cliente escolhe qual LLM quer usar e a plataforma suporta qualquer um deles.

Para Maioral, é justamente esse modelo que aproxima tecnologia e negócio. Com o Innovation Center, áreas que antes estavam distantes das decisões tecnológicas passam a enxergar a IA como alavanca operacional, e não apenas como pauta do departamento de TI.

Para clientes históricos da Oracle, alguns com décadas de relacionamento que conheceram a empresa pela ótica do banco de dados ou dos sistemas legados, a visita ao Innovation Center funciona como uma espécie de revelação.

“Muitos clientes antigos chegam aqui e falam: não tinha noção de tudo que a Oracle é capaz de entregar hoje”, resumiu Maioral.

Durante minha visita ao espaço, participei de uma tour guiada por Fábio Martins, diretor de inovação da companhia, que apresentou as principais soluções apoiadas pela Oracle. Entre elas, testamos aplicações de retail media que mostram como a inteligência artificial já conecta o e-commerce físico ao digital, além de robôs concierge voltados à automação de tarefas e à melhoria da experiência do cliente.

Na área da saúde, Fábio demonstrou um sistema de triagem e diagnóstico capaz de acelerar a identificação do estado do paciente. A partir daí, os dados são distribuídos para diferentes agentes de IA dentro do hospital, otimizando toda a jornada até a consulta, sempre com validação médica.

Com alta demanda, a agenda do espaço já está praticamente preenchida até o fim de maio. Para ampliar o acesso, a Oracle também disponibiliza uma versão remota da experiência, voltada a empresas de toda a América Latina.

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