
A primeira edição do ano do Google for Startups Pop Up chegou a Porto Alegre com a proposta de sair do campo da experimentação e mostrar, na prática, como a inteligência artificial pode gerar impacto direto no negócio. O evento contou com trilhas técnicas sobre IA generativa e ferramentas do Google Cloud, além de demos de produtos IA do Google, como Nano Banana, Veo3 e NotebookLM.
Em uma das sessões do palco principal, Matheus Yudy Kazama, Customer Engineer do Google Cloud, apresentou o Vertex AI como plataforma unificada para construir, implantar e escalar agentes de IA — mostrando na prática como a infraestrutura do Google permite que startups operem modelos de linguagem em produção sem precisar gerenciar a camada de infraestrutura por conta própria.
A programação também contou com conteúdos de empresas do ecossistema Google especializadas em áreas como engenharia de prompts e construção de produtos com Gemini. Um dos palestrantes do dia foi Matheus Alagia, CTO e cofundador da startup gaúcha Ubots, que utiliza a IA do Google para converter dados em inteligência.
Na palestra, o empreendedor revelou bastidores de seis soluções da startup, incluindo desafios reais de latência, custos e experiência do usuário que surgiram no caminho.
Matheus destaca que a proximidade com o Google permitiu à empresa testar modelos de IA generativa ainda nos estágios iniciais. “Ter acesso a tecnologia de ponta e não se preocupar com a infraestrutura é o que a gente mais preza. A gente teve acesso aos modelos do Google, do Gemini, quando ele ainda nem falava português. No final, isso nos gerou uma vantagem competitiva”, afirma.
Participantes do evento também tiveram acesso a dois painéis sobre prompts e agentes com Ronoaldo Pereira, da Ark1, que é uma Google Cloud Authorized Training Partner. Participando pelo segundo ano do evento com conteúdos técnicos, ele também estará presente nas próximas edições deste ano, que acontecem em Belo Horizonte, Florianópolis e Belém.
“A ideia desses treinamentos é trazer o poder da IA, que a gente já está experimentando, brincando, para realmente gerar valor no dia a dia. Ou seja, as startups podem ver na prática como tornar uma equipe, que talvez já seja enxuta, mais produtiva, por exemplo”, explica Ronoaldo.
Os treinamentos se dividiram em suas sessões, uma sobre como construir prompts eficientes e a outra sobre como trazer o poder dos agentes de IA para dentro da organização. Ronoaldo lembra que hoje já é possível criar agentes sem escrever uma linha de código, por meio de ferramentas no-code, o que amplia o acesso à tecnologia para equipes sem perfil técnico.
Ele destaca que, para construir bons agentes, é preciso ter bons prompts, e há alguns ingredientes que não podem faltar nessa etapa.
“Prompt geralmente vai ter persona. É opcional, mas geralmente ajuda. Ou seja, falar que ele vai se comportar como assistente financeiro, parceiro de programação, revisor de código de segurança. Isso direciona bastante as ações que a IA vai tomar. O segundo ingrediente é a tarefa. A dica aqui é ser explícito e dar o máximo de informações possíveis. O contexto que complementa essa parte é o próximo ingrediente, e vai dar informações que às vezes a IA não vai ter”, ensina.
O evento também reservou espaço para formatos mais dinâmicos de aprendizado. O AI Boost Bites funcionou durante todo o dia, com pílulas de conhecimento de até dez minutos conduzidas por especialistas do Google — voltadas para aplicação imediata no dia a dia. Em paralelo, a trilha Ask the Expert ofereceu sessões 1:1 com engenheiros do Google Cloud para que os participantes pudessem trazer desafios técnicos reais e sair com respostas concretas.
O Google for Startups Pop Up de Porto Alegre reuniu empreendedores em diferentes estágios — de quem ainda está desenvolvendo a ideia a empresas com uma década de operação, como a própria Ubots.
Para Matheus Alagia, esse encontro tem um valor que vai além do conteúdo técnico. “Empreender é uma jornada solitária. Quando uma empresa como o Google promove esse espaço, a gente tem a oportunidade de conhecer outras pessoas, ver empresas em diferentes estágios e entender o que tem de tecnologia disponível. A principal coisa é o networking”, avalia.
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