
Ao longo do ano passado, o Maravalley, hub de inovação na região portuária do Rio, viu seu galpão de 10 mil metros quadrados ganhar vida. O espaço encerrou o ano com 100 empresas residentes, que atraíram juntas R$ 250 milhões em investimentos. Entre as startups que fazem parte do hub estão nomes como Dharma-AI, que nasceu no Maravalley e está ganhando o mundo, e Tools for Humanity, fundada por Sam Altman, o CEO da OpenAI.
O grupo de residentes inclui ainda startups como a healthtech Arvo, a Monking, empresa especializada em comunicação e inovação, e a Delta Entech, de tecnologia sustentável, entre outras.
“Quando a gente olha para 2025, a gente saiu do projeto para ser uma realidade. O Maravalley deixa de ser uma ideia e passa a operar como uma infraestrutura concreta, um ambiente onde empresas crescem, conexões acontecem e o ecossistema começa a gerar impacto mensurável”, afirmou Daniel Barros, CEO do Maravalley, em evento de divulgação dos resultados do hub.
Ao longo de 2025, o hub realizou mais de 150 eventos, que movimentaram aproximadamente 18 mil pessoas, e reuniu cerca de 300 empresas e 600 membros ativos em seu ecossistema. O faturamento acumulado das startups residentes já ultrapassa R$ 1 bilhão.
A consolidação do Maravalley acontece em paralelo à transformação do entorno. O hub divide o endereço com o Impa Tech – graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) focada em Matemática da Tecnologia e Inovação inaugurada em 2024. A proximidade entre formação de talento e ambiente empresarial é parte da lógica que ancora o projeto de revitalização da região portuária.
Para o próximo ciclo, o hub anunciou uma série de novidades. Entre elas, o lançamento de uma plataforma de dados sobre o ecossistema carioca, feita em parceria com a Zoox Smart Data, empresa carioca de dados para inteligência artificial.
Além disso, o Maravalley trabalha na implantação de infraestrutura computacional para startups e pesquisadores, que irá reunir uma estrutura de data center, um “AI Café” e um espaço de exposição interativa permanente “Caminhos para o futuro” na estrutura do Maravalley. “Queremos oferecer uma experiência meio Disney”, brincou Daniel.
Está previsto ainda o Maravalley.Lab, condomínio industrial flex voltado a empresas que precisam montar, testar, produzir e distribuir, em resposta a uma demanda identificada de mais de 10 mil m² entre os residentes.
Na frente de formação, o Maravalley avança com o Future Founders, programa voltado à criação de novas startups cariocas, e a Residência Maravalley, jornada de desenvolvimento para empresas em fase inicial. Uma plataforma educacional em parceria com a PUC-Rio também foi lançada durante o evento.
“O papel do Maravalley é destravar o potencial que já existe no Rio. A cidade tem talento, tem boas ideias e tem mercado, o que faltava era uma infraestrutura capaz de conectar esses pontos e acelerar esse processo de desenvolvimento”, completou o CEO do hub.
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