
Em tempos de inteligência artificial, nunca foi tão fácil para pequenos empreendedores criar sites ou aplicações para impulsionar seus negócios. Foi assim que empresas como a Lovable se tornaram hypadas e megavalorizadas nos últimos tempos. De olho nessa tendência, a InfinitePay, por meio de seu assistente de IA JIM, resolveu ter o seu “momento Lovable“.
Explicando melhor essa história, a fintech de maquininhas e soluções de pagamento acaba de anunciar uma ferramenta que permite criar sites completos a partir de prompts. Segundo a fintech da CloudWalk, a novidade permite lançar sites em questão de minutos, a partir de uma conversa dentro do assistente.
“O JIM já envia Pix por áudio, paga boletos, resume vendas, gerencia cobranças e cria imagens. Agora, monta o site também. É o funcionário extra que não tira férias”, diz Rafael Artusi, head de produtos da InfinitePay.
Como já seria de se imaginar, a InfinitePay coloca como principal diferencial da sua novidade a possibilidade de criar sites já com um gateway de pagamento próprio incluído, algo que, em outras ferramentas de vibe coding, provavelmente envolveria outros passos para integração.
A novidade já está disponível para os 6,3 milhões de clientes da InfinitePay. Entretanto, a companhia não abriu detalhes sobre quanto dessa base já é usuária recorrente do JIM.
Ferramenta para vender mais
Assim como o JIM, que é oferecido como uma feature sem custo dentro do app do InfinitePay, a nova ferramenta de criação de sites também vem sem custo para o usuário. No fim das contas, segundo destaca o head de produtos da fintech, o objetivo é simples: impulsionar vendas para sua base de usuários.
“Nosso foco é reduzir cada vez mais a fricção entre ter uma ideia e começar a faturar. Com o JIM, vamos além de gerar um site profissional de forma rápida e gratuita. Estamos construindo uma solução completa: site, checkout e dinheiro direto na conta. Tudo totalmente integrado ao pagamento, à gestão e à operação do negócio”, explica o executivo em nota enviada ao Startups.
Há tempos investindo alto em IA, a fintech hoje tem suas features baseadas em modelos externos – como Claude, Llama, GPT e outros – rodando dentro de casa. Contudo, apesar dos custos que isso traz, Rafael frisa que o retorno sobre o investimento em IA se dá na ponta transacional.
“Nossa visão é simples: tecnologia precisa simplificar e ajudar nossos clientes a vender”, dispara Rafael.
Olhando para os números recentes da CloudWalk, parece que a estratégia tem funcionado. A empresa fechou 2025 com R$ 5,44 bilhões em receita, salto de 104% na comparação anual. O lucro líquido foi de R$ 602 milhões, alta de 90%.
De acordo com o CEO e fundador Luis Silva, os números são resultado direto de uma aposta que a empresa vem fazendo há alguns anos: substituir processos operacionais por agentes autônomos de IA, treinados em modelos proprietários rodando em seu próprio cluster de GPUs.
“Toda fintech diz que usa IA. Nós somos uma empresa de IA que, por acaso, opera no setor financeiro”, afirma o CEO. E, pelo jeito, agora fazem até sites também.
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