
O setor bancário que foi, por décadas, sinônimo de conservadorismo, hoje é o mesmo segmento que discute computação quântica, ativos digitais e inteligência artificial. A tecnologia deixou de ser opcional para se tornar parte fundamental de negócios que planejam manter sua relevância.
É nesse contexto que o Inovabra, ecossistema de inovação do Bradesco, opera. “O Inovabra tem a missão de olhar para a frente e antecipar o que vai vir, trabalhando no aumento da prontidão do Bradesco para tecnologias emergentes. Tem várias tecnologias amadurecendo ao mesmo tempo, e precisamos olhar para essa convergência”, afirma Renata Petrovic, head de Inovação do banco.
Renata esteve no South Summit Brazil 2026, em Porto Alegre, ao lado de Paulo Emediato, novo head de Growth e Comunicação do Inovabra. No evento, os dois conversaram com Gustavo Brigatto, fundador do Startups, sobre o papel da inovação em um dos maiores bancos do país.
O ecossistema encerrou 2025 com 350 startups membros e 50 corporações conectadas. Só no ano passado, mais de 100 novos entrantes — entre startups e empresas — passaram a fazer parte do hub.
Para Emediato, o tamanho do Bradesco é tanto um ativo quanto um desafio. “O Bradesco é um ecossistema próprio, que tem uma estrutura gigantesca por si só. Um pouco da minha missão é entender como costurar relacionamentos mais sólidos com o mercado, como construir mais valor, gerar mais eficiência”, diz.
Ele vê o momento atual como uma virada. “O mercado está passando por um momento de inflexão, em que é preciso repensar o playbook de práticas de inovação corporativa como um todo. Parte do que me motiva em estar aqui é esse convite para repensar o futuro dessa prática.”
As apostas tecnológicas do Inovabra para esse ciclo cobrem frentes distintas — e cada vez mais interligadas. “Ativos digitais, stablecoins, intersecção de IA com esses ativos”, lista Renata. Na frente de inteligência artificial, a prioridade tem sido a defesa: “Como ter segurança nos nossos sistemas.” Outra aposta é a computação quântica, com foco no chamado quantum safe. Ou seja, como proteger dados e sistemas na era pós-quântica.
Internamente, o banco passou por uma reorganização que descentralizou a inovação. O Bradesco foi dividido em unidades de negócios, cada uma com suas próprias tribos de desenvolvimento de produtos.
“Cada uma tem o seu olhar de inovação para a sua linha de produto”, explica Renata. O desafio agora é pensar na evolução da inovação corporativa dentro dessa lógica.
A postura, segundo a executiva, é de experimentação contínua — e humildade sobre o que ainda está por vir. “A gente está aprendendo.”
Quer saber mais sobre a estratégia do Bradesco em inovação? O podcast completo pode ser conferido nos canais do Startups no YouTube e Spotify.
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