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Mulher de negócios usando tablet em ambiente de data center, conceito de tecnologia, inovação e transformação digital.

A imensa maioria das mulheres brasileiras atualmente empregadas não ocupa cargos de liderança: apenas 3% das respondentes de um estudo recente da Infojobs ocupam posições de diretoria ou liderança sênior, e 5% estão em cargos de coordenação ou gestão. A maioria está no início da carreira (21%) ou em funções de especialista/analista (17%).

Olhando para o cenário geral, a situação é ainda mais grave: 54% das mulheres brasileiras não estão trabalhando. O desemprego é mais intenso entre profissionais com 45 anos ou mais, com 60% fora do mercado de trabalho. Os dados fazem parte da Pesquisa Panorama da Mulher no Trabalho 2026, que contou com 1.022 respondentes.

“Os dados mostram que ampliar a presença feminina, inclusive na liderança, não depende apenas de abrir vagas. É necessário criar condições estruturais para que as mulheres avancem, permaneçam e se desenvolvam nessas posições ao longo da carreira”, defende em comunicado Ana Paula Prado, CEO do Redarbor Brasil, detentora do Infojobs. Para ela, as mulheres ainda enfrentam muitos obstáculos para acessar posições de liderança no Brasil.

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A pesquisa aponta que 45% das entrevistadas percebem igualdade de gênero em cargos de liderança dentro das empresas e que atuam, enquanto 27% afirmam que a desigualdade é explícita e 19% identificam diferenças mais sutis. “Muitas organizações acreditam promover igualdade, mas a prática diária revela barreiras invisíveis que limitam a ascensão feminina”, diz a executiva.

Desigualdades

A análise também destaca que grupos minorizados – mulheres pretas, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência – são os que enfrentam oportunidades mais limitadas, com 62% relatando ascensão não-igualitária. “Políticas que consideram apenas gênero não resolvem barreiras estruturais que afetam mulheres maduras ou de grupos minoritários”, diz Ana Paula.

Além do desemprego e da desigualdade estrutural, a pesquisa evidencia autocensura e insegurança psicológica. Apenas 33% das mulheres sentem-se à vontade para se posicionar, errar ou negociar, enquanto 45% dizem precisar de cautela e 22% sentem que o ambiente não favorece discordâncias ou erros.

Para a especialista da Infojobs, a solução para esse quadro passa não só por criar vagas inclusivas ou programas de capacitação, mas por “repensar o ambiente corporativo, garantindo que erros sejam vistos como aprendizado para todos, e que o talento feminino possa se converter em liderança real, em qualquer idade ou contexto”.

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