
A área de tecnologia das empresas é a que tem gerado mais valor com o uso de inteligência artificial, com um salto de 7% do valor total em 2024 para 13% em 2025, ficando atrás apenas da área de pesquisa e desenvolvimento (P&D), com 15%. Os dados fazem parte de um estudo do Boston Consulting Group (BCG) realizado durante o 2º trimestre de 2025 com 1.250 empresas globais, e divulgado recentemente.
Segundo o estudo, o valor da IA na TI foi de três a quatro vezes maior do que o de outras funções de suporte. Apesar de significativa, a consultoria diz que essas descobertas consideram um universo de apenas 5% das empresas, justamente aquelas que medem o valor gerado pela tecnologia em termos de aumento de receita e de fluxo de caixa, além de melhorias em processos e fluxos de trabalho.
Nesse universo, 60% dizem não estar obtendo valor algum, e outros 35% estão ampliando esforços e vendo “alguns retornos”, embora admitam que “não o suficiente ou com a rapidez necessária”.
“Os casos de uso de criação de valor em tecnologia frequentemente se relacionam com automação e eficiência, duas áreas em que a IA melhora de forma mensurável a velocidade de entrega, a qualidade do código e a mitigação de riscos. A modernização de tecnologias legadas desponta como um novo caso de uso de criação de valor”, explica em comunicado Ricardo Tiezzi, diretor executivo e sócio do BCG.
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Software e dados
Segundo o estudo, dois terços (66%) das companhias pesquisadas estão usando IA no ciclo de vida de desenvolvimento de software, e 36% estão escalando ou têm a IA totalmente implantada, projetando aumento de produtividade de 44%. Na gestão de dados, os ganhos de produtividade declarados são superiores a 25%, com expectativa de mais de 45%.
O uso de agentes de IA também tem crescido. A análise da BCG indica que eles representam cerca de 17% do valor da IA em toda a empresa em 2025, participação que vem crescendo “rapidamente” e deve alcançar 29% até 2028.
O estudo está disponível, em inglês, no site do BCG.
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